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Estilo de vida e novos tratamentos redesenham o combate ao câncer

Anticorpos conjugados avançam em cânceres, incluindo pâncreas; daraxonrasib quase dobra a sobrevida metastática (de 6,7 para 13,2 meses) e reduz o risco de morte

Paciente em consulta com médico; sobre a mesa, modelo anatômico do pâncreas
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  • A ASCO 2026 apresentou avanços com anticorpos conjugados a drogas em vários tipos de câncer, incluindo ovário, bexiga, próstata, mama e pulmão.
  • Em câncer de pâncreas metastático, o inibidor multisseletivo de RAS daraxonrasib aumentou a sobrevida de 6,7 para 13,2 meses, com redução de 60% no risco de morte.
  • Houve maior tempo de controle da doença, mais respostas tumorais e menos efeitos adversos graves com a nova terapia, além de atraso na piora da dor e da qualidade de vida.
  • A via RAS (KRAS, NRAS e HRAS) é alvo importante em vários tumores; resultados podem ajudar pacientes com essas mutações, independentemente do órgão de origem.
  • Em próstata, os estudos Proteus e Talapro-3 mostraram ganhos com terapias em fases mais precoces: apalutamida com terapia hormonal antes/depois da cirurgia aumentou a resposta patológica; combinação de talazoparibe com enzalutamida manteve 77% de pacientes sem progressão em três anos, frente a 56% com apenas enzalutamida.

A edição 2026 da Reunião Anual da ASCO, em Chicago, trouxe avanços significativos no tratamento do câncer. Pacientes com diferentes tumores ganharam novas opções e perspectivas, com foco em anticorpos conjugados a drogas, terapias-alvo e mudanças no estilo de vida. Os resultados mostram impacto direto na sobrevida e na qualidade de vida.

Um estudo de fase 3, conhecido como RASolute-302, avaliou daraxonrasib em 500 pacientes com câncer de pâncreas metastático após tratamento prévio. Em comparação com quimioterapia convencional, houve duplicação do tempo médio de sobrevida, de 6,7 para 13,2 meses, e queda de 60% no risco de morte.

O resultado também estendeu o tempo em que a doença permaneceu sob controle, aumentou respostas tumorais e reduziu efeitos adversos graves. Houve melhora na dor e na qualidade de vida dos pacientes tratados com a nova terapia.

Essa abordagem atua na via RAS, envolvida no crescimento e na sobrevivência celular. Alterações em RAS são comuns em vários tumores, incluindo pâncreas, pulmão, colorretal e vias biliares, o que pode ampliar o uso da estratégia para diferentes tipos de câncer.

Novas indicações para medicamentos conhecidos

Outros estudos mostraram avanços de terapias já disponíveis em fases mais precoces da doença. No câncer de próstata, o estudo Proteus avaliou apalutamida associada à terapia hormonal antes e após a cirurgia, com aumento expressivo na taxa de resposta patológica.

A combinação também reduziu o risco de recorrência e de metástases. A pesquisa amplia o uso de tratamentos eficazes já conhecidos para estágios iniciais, buscando melhorar desfechos em mais pacientes.

Terapias-alvo com maior alcance

Diversos estudos destacaram avanços em terapias-alvo, imunoterapias e anticorpos conjugados a drogas. Esses ADCs unem uma droga anticâncer a um anticorpo que reconhece proteínas na superfície tumoral, levando o fármaco diretamente ao tumor.

Especialistas apontam que essa será uma tendência central nos próximos anos, com aplicações em ovário, bexiga, próstata, mama e pulmão. O aprimoramento dessas drogas visa manter eficiência e reduzir efeitos colaterais.

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