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Estrelas com buracos negros detectadas pelo Telescópio James Webb

Estudo com o Telescópio James Webb sugere que GLIMPSE-17775 é uma estrela com buraco negro, com mais de quarenta linhas, ampliando o entendimento

Telescópio encontra evidência da existência de estrelas com buracos negros no universo
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  • O GLIMPSE-17775, um pequeno ponto vermelho, é visto como buraco negro envolto em gás, segundo estudo liderado por Vasily Kokorev, da Universidade do Texas em Austin.
  • O trabalho, publicado pela Nasa, usa o espectro mais profundo já obtido de um pequeno ponto vermelho pelo Telescópio Espacial James Webb, que detectou esse tipo de objeto pela primeira vez em dois mil e vinte e dois.
  • O mapeamento revelou mais de quarenta linhas espectrais nessa fonte, o que configura o espectro mais detalhado já registrado para um desses objetos.
  • Os dados apoiam a hipótese de que esses pontos vermelhos podem ser explicados por modelos de estrelas com buracos negros, permitindo testar teorias com o espectro definido.
  • O GLIMPSE-17775 está localizado além do grupo de galáxias e é ampliado por lentes gravitacionais, datando de cerca de seiscentos milhões de anos após o Big Bang.

Uma equipe de astrônomos liderada por Vasily Kokorev, da Universidade do Texas em Austin, identificou evidências de que GLIMPSE-17775 é um buraco negro envolto em gás. A pesquisa foi publicada pela Nasa na última quarta-feira (10) e utilizou o Telescópio Espacial James Webb para obter o espectro mais profundo já registrado de um pequeno ponto vermelho.

O GLIMPSE-17775 é um objeto vermelho extremamente distante, amplificado por lentes gravitacionais. O estudo destaca que o ponto fica além de um aglomerado de galáxias, tornando-o observável pela sensibilidade do Webb.

No conjunto de dados, os pesquisadores detectaram mais de 40 linhas espectrais no perfil do objeto, o que caracteriza o espectro mais detalhado já registrado para esse tipo de fonte. Segundo Kokorev, as peças do espectro se encaixam na hipótese de uma estrela com buraco negro.

Os autores destacam que, embora a hipótese dominante seja a de um buraco negro estelar alimentando o sistema, outras possibilidades continuam em debate. A equipe aponta que novas análises devem trazer respostas definitivas sobre a natureza da fonte nos próximos anos.

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