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Ética de atrasar 40 anos a terapia com MDMA é tema de debate

Atraso de quarenta anos na terapia com MDMA levanta questionamentos éticos sobre acesso ao tratamento de TEPT, com impacto em milhares de pacientes

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  • Na Holanda, houve um estudo de fase dois sobre terapia psicoterapêutica com MDMA, com 11 sessões, duas delas com dose de MDMA, em que a voluntária Patty Birkhoff ajudou a tratar TEPT após traumas.
  • A participação de Birkhoff incluiu revisitar a cena do atropelamento que matou a irmã, permitindo um desfecho de luto e o apoio de outras vítimas durante a segunda sessão com MDMA.
  • A terapia com MDMA era legal até 1985 nos Estados Unidos; depois, houve proibição. Em 2024, a FDA rejeitou a aprovação de uma empresa que buscava esse tratamento.
  • Acesso ao tratamento é restrito e varia por país: Suíça permite sob licença médica anual; em 2025, 113 suíços tiveram acesso, e nos Estados Unidos há casos principalmente no Oregon, com dezenas de milhares buscando terapias psicodélicas de forma legal ou regulada.
  • A discussão ética aponta que atrasar por quase quatro décadas a divulgação desse tipo de terapia pode impactar milhões de pessoas com TEPT, como evidenciado pelo caso de Birkhoff na ICPR26.

O que houve: durante a Conferência Internacional sobre Pesquisa Psicodélica (ICPR26) em Haarlem, Holanda, uma terapeuta policial relatou como a terapia com MDMA ajudou a superar um TEPT causado por um atropelamento. A apresentação ocorreu no fim de semana, com relatos de avanços em estudos clínicos.

Quem está envolvido: Patty Birkhoff, oficial de polícia científica, compartilharam a experiência. A mediação ficou a cargo de Joost Breeksema e Tijmen Bostoen, psiquiatra que acompanhou o caso na Holanda. Birkhoff foi a primeira voluntária de um ensaio de fase 2 com MDMA.

Quando e onde: a ICPR26 aconteceu em Haarlem, na Holanda, encerrando-se no sábado. A sessão discutiu a evolução da psicoterapia assistida por MDMA desde os primeiros estudos até o cenário atual de regulamentação.

O que aconteceu exatamente: a pesquisadora descreveu o trauma causado pela descoberta do rosto da irmã, após o atropelamento de uma ciclista. Ao longo de semanas, a TEPT se manifestou com insônia e pânico, levando a um conjunto de terapias sem sucesso.

Como foi feito: em 11 sessões, duas envolveram dose de MDMA. Na primeira, a participante revisitou a cena da morte da irmã; na segunda, o foco transita para o trauma maior, com apoio de equipes e colegas de perita. O retorno à cena permitiu despedida.

Por que aumenta a discussão: Birkhoff afirmou ter passado por um espaço de luto antes inexistente. Ela reconheceu estar curada o bastante para viver novamente, embora com limitações, o que alimenta o debate sobre ética e acesso a tratamentos.

Contexto internacional e regulatório: além da Holanda, países como a Suíça permitem uso médico sob licença especial, com validade de um ano. Em 2025, estima-se que cerca de 113 suíços tiveram acesso a terapias com MDMA, conforme dados apresentados na ICPR26.

Histórico e cenário atual: a psicoterapia com MDMA era legal até 1985, quando houve proibição. Nos EUA, a Lykos apresentou dados de fase 3, mas a FDA rejeitou a aprovação em 2024. Esse atraso de quatro décadas é tema de debates sobre acesso e ética clínica.

Implicações éticas: o caso de Birkhoff é utilizado para discutir se atrasos prolongados impedem tratamento para milhões de pessoas com TEPT. A discussão envolve evidências, custos e disponibilidade de tratamentos conforme regulamentação local.

Conclusão informativa: a reportagem destaca a importância de equilibrar rigor científico e acesso rápido a terapias promissoras. O debate continua nos fóruns internacionais, com foco em evidências e segurança.

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