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Pesquisa revela herança genética da região do adversário da Copa no Brasil

Genética brasileira revela que 3,73% do DNA tem origem no Magrebe, destacando conexões históricas entre Norte da África e a Península Ibérica

No campo e na história: conexões genéticas entre os brasileiros e os marroquinos, que se enfrentarão de novo pela Copa do Mundo (Ricardo Corrêa/Placar)
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  • Estudo da Genera com 228 421 testes até 2025 aponta que 3,73% do DNA dos brasileiros vem do Magrebe, região que inclui Marrocos.
  • A análise afirma que essa herança não decorre de fluxos diretos de Marrocos, Argélia ou Líbia, e sim da colonização e imigração portuguesa e espanhola.
  • Entre os séculos oito e quinze, mouros dominaram a Península Ibérica, promovendo miscigenações cuja marca permanece em Portugal e Espanha.
  • Portugueses e espanhóis levaram essa herança para as Américas, incluindo o Brasil, durante as colonizações.
  • O levantamento mostra ainda que, dentre os 228 421 testes, 76% são europeus, 9,5% africanos, quase 6% ameríndios e o restante vem da Ásia.

O que aconteceu

Uma análise da empresa de testes genéticos Genera, com base em 228.421 amostras de brasileiros até 2025, aponta que 3,73% do DNA nacional tem origem no Magrebe, região do norte da África que inclui Marrocos.

Os dados mostraram que a maior parte da herança genética brasileira vem de Portugal e Espanha, principalmente pela colonização. Contribuições africanas, ameríndias e asiáticas também aparecem na composição.

Quem está envolvido

O estudo foi conduzido pela Genera, atualmente parte da Dasa, com participação de médicos e especialistas em genômica. O líder da empresa, Ricardo di Lazzaro, apresenta os resultados e interpretações.

Quando e onde ocorreu

A coleta foi realizada com amostras de brasileiros até o ano de 2025. As análises ocorreram com base em bancos de dados de DNA coletados no Brasil, sem referência a locais específicos de amostragem.

Por quê

Segundo os responsáveis, o objetivo é mapear movimentos migratórios históricos que moldam a composição genética atual. A presença do Magrebe reflete conexões antigas entre povos e regiões, não necessários fluxos diretos recentes.

O que significa para o Brasil

  • O levantamento destaca a diversidade genética resultante de séculos de migrações.
  • O gráfico de ancestralidade aponta 76% de DNA europeu, 9,5% africano, quase 6% ameríndio e o restante da Ásia.
  • A leitura não representa toda a população, mas reforça a miscigenação existente no país.

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