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Quatro anos para ganhar a confiança de bonobos no Salonga, RD Congo

Habitação de bonobos em Salonga visa monitorar saúde e comportamento, fortalecer conservação e ecoturismo, sem deixar de lado a vigilância sanitária contra zoonoses

Bonobos in Salonga National Park, the largest tropical rainforest national park in Africa. Researchers are working to habituate wild bonobos to human presence in an effort to support conservation and scientific research.
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  • Em Salonga National Park, pesquisadors trabalham para habituar bonobos selvagens à presença humana, processo que pode levar anos.
  • Em 2023, cerca de 60 bonobos foram escolhidos para o estudo diário de acompanhamento, com avanços de terem ficado perto de observadores por duas a três horas.
  • O objetivo é permitir que pequenos grupos de visitantes observem os primatas sem causar estresse, fortalecendo conservação e pesquisa científica.
  • O programa opera sob protocolos de biossegurança, com distanciamento mínimo de 7 a 10 metros e medidas de saúde para a equipe, diante do risco de fieis zoonoses como Ebola.
  • A iniciativa também visa criar oportunidades de turismo sustentável na região, com benefícios para comunidades locais e conservação de longo prazo.

Salonga National Park, na República Democrática do Congo, está no centro de um esforço para habituar bonobos selvagens a presença humana. A iniciativa visa entender comportamento, ecologia e saúde dos primatas, além de viabilizar monitoramento contínuo.

Um grupo de pesquisadores e rastreadores iniciou a tarefa no fim de 2023, acompanhando cerca de 60 bonobos diariamente. O objetivo é que os animais aceitem a presença humana como parte do ambiente, permitindo observação de alimentação, descanso e socialização sem estresse.

O projeto ocorre em meio à atualização de biossegurança frente a um novo surto de Ebola na região leste do país. A autoridades do parque afirmam que protocolos rígidos reduzem riscos de transmissão entre humanos e primatas.

Progresso e metodologia

A equipe acompanha o grupo quase que diariamente, buscando aproximação gradual. Atualmente, os bonobos toleram presença humana em períodos de duas a três horas, com distâncias que podem chegar a dois a três observadores.

A pesquisa combina dados comportamentais com amostras biológicas, como fezes e urina, para genética, patógenos e dieta. Câmeras e monitoramento acústico também ajudam a mapear dinâmicas sociais no parque.

Especialistas destacam que a habituacao facilita monitoramento de saúde, doenças, química social e uso do ambiente, contribuindo para estratégias de conservação de longo prazo.

Riscos à saúde e medidas adotadas

A vigilância sobre doenças zoonóticas permanece alta, com atenção especial à transmissão bidirecional entre humanos e primatas. Medidas incluem triagens periódicas, uso de máscaras durante o rastreio e distanciamento mínimo de 7 a 10 metros dos animais.

Equipes do parque recebem treinamento adicional com especialistas alemães em One Health para fortalecer a biossegurança. A prioridade é manter a integridade dos bonobos sem impedir avanços científicos e turísticos.

Perspectivas locais e econômicas

O projeto busca transformar a percepção do parque entre comunidades locais, associando-o a oportunidades econômicas. A longo prazo, o objetivo é que visitantes vejam bonobos habituados em locais específicos, gerando turismo responsável.

Para os gestores, a habitação de bonobos pode sustentar conservação, pesquisa e benefícios para moradores, mantendo o equilíbrio entre proteção e uso responsável dos recursos.

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