- Um estudo internacional com participação do Brasil busca democratizar insumos para saúde, por meio de ferramentas portáteis e de baixo custo para pesquisas e diagnósticos em países de renda média e baixa.
- A pesquisa, publicada em maio na revista Science Advances, envolveu cientistas do Canadá, Estados Unidos, Chile, Colômbia, Índia e Brasil, coordenados pela Fiocruz no Brasil.
- O foco é a biofabricação de proteínas, enzimas e reagentes diagnósticos a partir de componentes previamente preparados e liofilizados, que não necessitam de refrigeração.
- Equipamentos portáteis fabricados por impressão 3D também foram destacados como alternativas acessíveis para produção local de insumos.
- Os resultados indicam desempenho equiparável aos materiais comerciais, fortalecendo a produção científica local e contribuindo para resposta a emergências em saúde e redução de desigualdades no acesso à biotecnologia.
A equipe internacional liderada pela Fiocruz coordena um estudo que busca democratizar o acesso a insumos para pesquisas científicas e diagnósticos de saúde. O trabalho reúne pesquisadores do Canadá, Estados Unidos, Chile, Colômbia, Índia e Brasil, com foco na biofabricação descentralizada.
O projeto, publicado em maio na revista Science Advances, investiga ferramentas portáteis e de baixo custo para produzir proteínas, enzimas e reagentes diagnósticos. A meta é ampliar a capacidade de pesquisa em países de renda média e baixa.
Segundo Lindomar Pena, da Fiocruz Pernambuco, a dependência de reagentes importados atrasa entregas e eleva custos. A coordenação brasileira validou a aplicação prática da tecnologia em condições reais, favorecendo soluções locais.
Bioprodução local
A proposta utiliza sistemas biológicos acelulares que geram proteínas a partir de componentes pré-preparados e liofilizados, o que facilita armazenamento e transporte sem refrigeração. Impressões 3D de equipamentos também aparecem como alternativa acessível.
Os componentes testados mostraram desempenho equivalente aos utilizados de modo tradicional, abrindo caminhos para produção científica mais abrangente. O estudo aponta impacto positivo na resposta a emergências de saúde.
A pesquisa envolve mais de dez pesquisadores brasileiros e reforça a ideia de que insumos estratégicos podem ser produzidos localmente com qualidade e custo reduzido. A iniciativa busca reduzir desigualdades no acesso à biotecnologia.
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