- Cientista Vincent Munster, reconhecido por ajudar a avançar a vacina contra a Covid, é acusado de conspirar para contrabandear vírus mpox desativados e outros materiais biológicos para os Estados Unidos, em janeiro.
- Munster, de 53 anos, lidera a seção de ecologia de vírus no Rocky Mountain Laboratories, dos Institutos Nacionais de Saúde, em Montana; ele viajava com Claude Kwe, 38, assistente de pesquisa, de Camarões.
- Os dois foram detidos pela alfândega no aeroporto de Detroit, Michigan, ao retornar da República Democrática do Congo, onde atuaram durante uma epidemia de mpox.
- A denúncia afirma que não declararam os materiais biológicos nem possuíam certificações adequadas; entre os itens estavam mpox desativado e vírus da varicela, com apenas parte testada até agora.
- Se indiciados e considerados culpados, podem enfrentar até cinco anos de prisão; o caso segue em andamento com cooperação das autoridades e do Instituto Nacional de Saúde.
Vincent Munster, pesquisador gaúcho de 53 anos homenageado por avanços na vacina da Covid, é acusado de conspirar para contrabandear vírus de mpox desativados e outros materiais biológicos para os Estados Unidos. A prisão ocorreu após ele e um assistente no aeroporto de Detroit, em Michigan, no início do ano, segundo denúncia criminal.
Munster lidera a seção de ecologia de vírus no Rocky Mountain Laboratories, ligado aos NIH, em Montana. O assistente, Claude Kwe, de 38 anos, Camarões, viajava com ele e também responde pela acusação. O casal foi parado pela alfândega ao retornar de trabalhos na República Democrática do Congo durante uma epidemia de mpox.
Segundo promotores do Distrito Leste de Michigan, a dupla transportava em uma caixa plástica materiais de diagnóstico e teste, mas a acusação aponta que continham mais de 100 frascos com materiais biológicos, incluindo mpox desativado e vírus da varicela. Aproximadamente 20 frascos foram testados até o momento.
Acusação e detalhes da investigação
O FBI afirmou que os cientistas não declararam adequadamente os materiais nem possuíam certificações exigidas. Em Missoula, Montana, eles foram ouvidos e liberados mediante compromisso de comparecimento. O governo pode apresentar acusação formal a um grande júri até o mês que vem.
Caso comprovada, a pena pode chegar a até cinco anos de prisão para cada acusado. Promotores ressaltaram que a investigação não aponta plano de disseminação de patógenos no país, apenas o possível desvio de materiais biológicos.
Contexto e desdobramentos
A divulgação envolve uma disputa pública entre o pesquisador e ações de grupos que criticam pesquisas com animais financiadas por recursos públicos. Autoridades dos NIH afirmaram cooperação com as investigações e garantiram medidas de biossegurança e inventário de materiais.
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