- A região leste de Tinjure-Milke-Jaljale, no Nepal, recebeu cerca de 500 mil visitantes entre 1º e 15 de abril, no auge da florescência das rhododendron, flor nacional do país.
- Surge um mercado não regulado de licor de rhododendro, vendido em garrafas reaproveitadas com rótulos feitos à mão, sem testes de saúde, rastreamento oficial ou monitoramento de sustentabilidade.
- Algumas famílias dependem da venda sazonal para renda extra, já que turistas buscam lembranças únicas da região.
- Certos species de rhododendron contêm grayanotoxinas, neurotoxinas que podem ser fatais; os riscos variam conforme a parte da planta e o preparo, e os rótulos não passam por testes laboratoriais.
- A gestão de florestas comunitárias onde as plantas ocorrem é complexa; falta fiscalização sobre extração para produção do álcool e há pressão para um plano de conservação e manejo antes de expandir o turismo.
O turismo em TMJ, região leste do Nepal, impulsionou a venda de licores de azaléias sem regulamentação. Em abril, turistas chegam para a floração das azaléias, a flor nacional, e surgem garrafas de licor artesanal com rótulos feitos à mão. O comércio ocorre sem testes de saúde, rastreamento oficial ou monitoramento de sustentabilidade.
A área registra ao menos 26 espécies de Rhododendron e recebeu cerca de 500 mil visitantes entre 1 e 15 de abril deste ano. Famílias locais relatam renda adicional com a venda sazonal do álcool feito a partir das flores.
A produção informal ocorre em lares, com garrafas reutilizadas e rotulagem artesanal. Não há confirmação de produção em larga escala, o que aumenta a preocupação sobre vigilância, qualidade e segurança do consumidor.
Riscos à saúde e ao ecossistema
Algumas espécies de rhododendron contêm grayanotoxinas, neurotoxinas potencialmente fatais, dependendo da parte da planta e do preparo. Não há testes laboratoriais para toxinas nos licores vendidos como souvenir.
Especialistas destacam impacto ecológico da comercialização: a extração para álcool arrecada pressão sobre a fauna e as plantas, com pouca fiscalização sobre colheita em grande escala. A gestão das florestas comunitárias prevê sanções para colheita turística, mas não para o comércio artesanal.
A comunidade local aponta necessidade de plano de conservação antes de ampliar a infraestrutura turística. A autora de pesquisas sobre biodiversidade defende apuração da origem das flores e sustentabilidade das colheitas.
A administração local é chamada a avaliar origens, volumes de extração e impactos a longo prazo, diante de mudanças climáticas que afetam o florescimento das azaléias na região do TMJ.
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