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Novo tratamento de câncer pode potencializar a ação do sistema imunológico

Estudo mostra que combinação de inibidores de PARP e TOP1 pode aumentar danos ao DNA tumoral e ativar sinais inflamatórios, potencialmente impulsionando resposta imune

Além de dificultar o reparo do DNA, a combinação de medicamentos pode tornar células cancerígenas mais visíveis ao sistema imunológico
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  • Pesquisadores da UC Irvine identificaram que combinar inibidores de PARP com inibidores de TOP1 pode aumentar danos ao DNA de células cancerígenas e ativar sinais inflamatórios que ajudam o reconhecimento pelo sistema imunológico.
  • O estudo, publicado em 10 de junho na revista Nucleic Acids Research, mostrou que a PARP1 fica presa em regiões danificadas do DNA, gerando danos adicionais às células tumorais.
  • A ativação da via inflamatória ATM–NF-κB pode melhorar a resposta imune ao tumor, potencialmente fortalecendo a ação dos tratamentos contra o câncer.
  • Os experimentos até agora foram realizados apenas em laboratório; os pesquisadores planejam testar esse mecanismo em modelos mais próximos da doença, como organoides e estudos em seres vivos.
  • Futuramente, a pesquisa busca entender quais tipos de tumor podem mais se beneficiar da estratégia e orientar combinações terapêuticas mais precisas.

O estudo da Universidade da Califórnia em Irvine (UC Irvine), publicado em 10 de junho na revista Nucleic Acids Research, aponta que combinar dois tipos de medicamentos anticâncer pode ampliar danos no DNA das células tumorais e ativar sinais inflamatórios que ajudam o sistema imune a detectá-las. A pesquisa ocorreu em laboratório.

A equipe identificou que, ao usar inibidores de PARP com inibidores de Topoisomerase 1 (TOP1), a PARP1 fica presa em regiões danificadas do DNA. Esse acúmulo desencadeia danos adicionais às células cancerígenas e ativa a via inflamatória ATM–NF-κB, relacionada à resposta imune.

Segundo a pesquisadora principal Elodie Bournique, a junção dos fármacos pode ir além de derrubar o DNA das células tumorais, funcionando como um alarme que atrai células do sistema imune para combater o câncer. Rémi Buisson, professor da mesma instituição, reforça o potencial de estimular sinais inflamatórios ligados ao tumor.

Os experimentos até o momento foram conduzidos apenas em laboratório, com células e sistemas simulados. A equipe pretende testar o mecanismo em modelos mais próximos da doença, incluindo organoides, outras linhagens tumorais e, futuramente, estudos em organismos vivos.

Mecanismo e perspectivas

Os pesquisadores destacam que já se sabia que inibidores de TOP1 causam danos ao DNA e que PARP dificulta seu reparo. O diferencial agora é detectar que a PARP1 presa nas lesões provoca uma resposta inflamatória que pode modular a interação entre tumor e sistema imune.

Próximos passos da pesquisa

O objetivo é verificar se os sinais inflamatórios promovem recrutamento de células imunes de forma relevante e se isso fortalece respostas antitumorais. Também buscam identificar quais tipos de tumor podem responder melhor à estratégia.

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