- A Organização Meteorológica Mundial divulgou o Boletim de Ozônio, afirmando a recuperação da camada de ozônio, com data simultânea ao Dia Mundial do Ozônio e aos 40 anos da Convenção de Viena.
- O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida ficou menor em relação aos anos anteriores, resultado de ação internacional coordenada.
- Cronograma da OMM aponta: até 2040 recuperação total no restante do mundo, até 2045 regeneração completa no Ártico e até 2066 restauração total na Antártida.
- O Protocolo de Montreal, de 1989, levou ao fim da produção de gases que destroem o ozônio; estima-se que mais de 99% dessas substâncias foram eliminadas.
- Dados de 2024 indicam déficit máximo do buraco em 46,1 milhões de toneladas; manter monitoramento é essencial, enquanto a Emenda de Kigali pode evitar até 0,5°C de aquecimento até o fim do século.
O sistema climático global recebe um impulso histórico: a camada de ozônio mostra sinais consistentes de recuperação, segundo o Boletim de Ozônio da Organização Meteorológica Mundial (OMM). A notícia foi divulgada em data simbólica, no Dia Mundial do Ozônio.
O documento aponta que o buraco na camada sobre a Antártida ficou menor nos últimos anos, resultado direto de ações internacionais coordenadas. Cientistas atribuem a melhora a políticas de proteção e à redução de gases destrutores.
A divulgação reforça a percepção de que a cooperação global funciona para enfrentar riscos ambientais de longo prazo. O relatório cita o Protocolo de Montreal como marco central na reversão do dano histórico.
Contexto histórico
O Protocolo de Montreal, de 1989, estabeleceu o fim da produção de gases que destroem o ozônio. A meta era reduzir substâncias nocivas presentes em refrigeradores, ar-condicionado e aerosóis.
A OMM estima que mais de 99% dessas substâncias foram eliminadas do mercado, contribuindo para a recuperação gradual da camada protetora. A iniciativa é apontada como um exemplo de multilateralismo bem-sucedido.
Dados recentes e perspectivas
A OMM projeta a recuperação total de diferentes regiões em fases. Até 2040, a camada deve estar íntegra globalmente, até 2045 o Ártico será contemplado e até 2066 a Antártida terá restauração completa.
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, destacou a importância de ouvir especialistas e manter a adesão aos acordos climato-ambientais. A mensagem reforça a continuidade das ações científicas e de monitoramento.
Desdobramentos e salvaguardas
A comunidade científica ressalta que o esforço não terminou. Mesmo com avanços, o monitoramento de ozônio e de gases destrutores deve seguir rigoroso para evitar retrocessos.
A Emenda de Kigali, de 2016, avança na redução de hidrofluorocarbonetos, substitutos dos gases antigos. Modelos climáticos indicam que a medida pode evitar até 0,5°C de aquecimento até o fim do século.
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