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Queda de cabelo afeta mais mulheres jovens; entenda causas

Especialistas ressaltam que queda em mulheres entre 25 e 35 anos é multifatorial e exige diagnóstico precoce para impedir a progressão e recuperar o volume capilar

Queda de cabelo: entenda por que o problema tem atingido cada vez mais mulheres jovens
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  • A queda de cabelo tem atingido mais mulheres jovens, entre 25 e 35 anos, por fatores multifatoriais como estilo de vida, alterações hormonais e deficiências nutricionais.
  • O diagnóstico precoce é essencial para evitar a progressão do afinamento e aumentar as chances de recuperação do volume capilar.
  • Fatores que podem desencadear: eflúvio telógeno por estresse, privação de sono e rotinas intensas; deficiências de ferro (ferritina), vitamina D e zinco; síndrome do ovário policístico, que eleva andrógenos; mudanças no uso de anticoncepcionais, que podem causar queda temporária.
  • Sinais de alerta: aumento de fios no banho, na escova ou na fronha, afinamento do rabo de cavalo e queda de volume; não comparar apenas com fatores estéticos sem avaliação clínica.
  • Tratamentos dependem da causa: corrigir o gatilho (sono, rotina, suplementação quando necessária), minoxidil tópico, microagulhamento e terapias com fatores de crescimento; em casos hormonais, manejo Endócrino e, às vezes, antiandrogênicos; suplementação oral após avaliação laboratorial.

A queda de cabelo entre mulheres jovens tem ganhado espaço nos consultórios dermatológicos. Antes associada ao envelhecimento, hoje ocorre com frequência entre 25 e 35 anos, revelou a especialista em tricologia médica, Dra. Mariana Scribel. O tema envolve múltiplos fatores, como estilo de vida, alterações hormonais e deficiências nutricionais.

Atenção aos sinais precoces. Estresse crônico, falta de sono e rotinas intensas podem desencadear o eflúvio telógeno, segundo a médica. Nesse quadro, a queda aumenta meses após o gatilho e tende a ser difusa.

Deficiências nutricionais, especialmente ferro, vitamina D e zinco, também aparecem como fatores relevantes. Esses nutrientes são importantes para o ciclo folicular e, em deficiência, ajudam a reduzir a densidade e a espessura dos fios.

Condições como a síndrome do ovário policístico elevam andrógenos, o que pode provocar afinamento progressivo, principalmente na região frontal e no topo da cabeça. Mudanças no uso de anticoncepcionais também podem impactar o ciclo capilar.

Entre os sintomas de alerta estão mais fios no banho, na escova e na fronha, além de afinamento do rabo de cavalo e perda de volume. A médica alerta para não normalizar essas alterações sem avaliação clínica.

O tratamento difere conforme a causa. No eflúvio telógeno, o foco é corrigir o gatilho, ajustar hábitos, melhorar o sono e, se necessário, repor ferro ou vitamina D, com suporte tópico para estimular o crescimento.

Em quadros hormonais, o manejo pode envolver acompanhamento endócrino, antiandrógenos em casos específicos e terapias para estimular o folículo. São comuns o minoxidil tópico e procedimentos como microagulhamento e terapias com fatores de crescimento.

A especialista ressalta que, na prática dermatológica, pode haver suplementação oral direcionada após avaliação laboratorial, sempre alinhada ao diagnóstico. A detecção precoce aumenta as chances de recuperação do volume capilar.

Por Bernardo Biavaschi

Imagem: Monkey Business Image | Shutterstock

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