- A temperatura média global de maio ficou 1,42°C acima da média pré‑industrial, totalizando 15,8°C, tornando o mês o segundo mais quente já registrado.
- O Copernicus afirma que as oscilações de temperatura para cima estão se tornando o “novo normal” e que ondas de calor chegam mais rápido.
- Espanha registrou 101 mortes associadas ao calor; França e Reino Unido tiveram afogamentos à medida que pessoas buscavam alívio em águas mais profundas.
- A Europa é o continente que mais aquece; a extensão do gelo marinho ficou 4% abaixo da média no Ártico e 9% abaixo na Antártida.
- Dados do Earth System Science Data apontam aquecimento global acelerado, com aumento de 0,27°C por década e sinais de El Niño elevando ainda mais as temperaturas.
O relatório mensal do Copernicus, serviço de observação da Terra da União Europeia, aponta que maio de 2026 registrou temperaturas extremas em várias regiões da Europa e no mundo. A média global ficou 1,42°C acima do nível pré-industrial, com o mês entre os mais quentes já observados.
A onda de calor precoce na Europa mostrou que extremos climáticos se tornaram mais frequentes e mais intensos. Países ocidentais enfrentaram rápidas mudanças de temperatura, exigindo adaptação de comunidades, agricultores e ecossistemas.
Dados globais de maio
A temperatura média global de superfície ficou em 15,8°C, 1,42°C acima do pré-industrial. A extensão do gelo marinho caiu 4% no Ártico e 9% na Antártida em relação à média histórica.
Impactos regionais
Portugal, Irlanda, França e Reino Unido registraram condições severas ao longo do mês. A Espanha teve 101 mortes associadas ao calor, o maior número desde o início do monitoramento. Afogamentos aumentaram em áreas costeiras na França e no Reino Unido.
Contexto climático
O aquecimento europeu é atribuído à proximidade com o Ártico e ao aumento de ondas de calor. O mês também mostrou variações de umidade e de precipitação, com regiões de seca em grande parte da Europa e episódios de enchentes em áreas como Turquia, Bulgária e Moldávia.
Perspectivas globais
O relatório anual de indicadores climáticos aponta que o planeta continua acumulando calor a ritmo acelerado, com gases de efeito estufa em níveis altos. O El Niño em formação pode intensificar ainda mais eventos extremos.
Observações de especialistas
Pesquisadores destacaram que os dados reforçam a necessidade de planejamento nacional e internacional para enfrentar perdas e choques climáticos. A tendência indica ondas de calor mais frequentes e intensas no longo prazo.
Contexto internacional
Durante eventos climáticos globais, autoridades ressaltam a relação entre aquecimento rápido e risco de eventos extremos. O tema permanece no centro de negociações climáticas, com foco em mitigação, adaptação e financiamento.
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