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Como transtornos alimentares afetam corpo e mente

Especialista detalha como transtornos alimentares afetam corpo e mente, sinais precoces e a necessidade de tratamento multidisciplinar

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  • Transtornos alimentares são doenças mentais com alterações no comportamento alimentar, preocupação com peso e relação disfuncional com a comida, incluindo anorexia nervosa, bulimia nervosa e compulsão alimentar.
  • Afinam quase todo o organismo: podem haver alterações hormonais, problemas cardíacos, perda de massa óssea, distúrbios gastrointestinais, queda da imunidade e impactos na saúde mental.
  • Anorexia nervosa pode causar perda de peso acentuada, desnutrição, alterações cardíacas, osteoporose e ausência de menstruação; bulimia pode provocar erosão dentária, refluxo, inflamação do esôfago e desidratação; compulsão alimentar pode levar a ganho de peso, diabetes tipo dois, hipertensão e colesterol alto.
  • O metabolismo e os hormônios sofrem alterações: redução da taxa metabólica, mudanças em hormônios da reprodução, tireoide, crescimento, leptina e grelina, afetando saúde óssea, reprodutiva e metabólica.
  • Sinais precoces não dependem apenas do peso: preocupação excessiva com calorias, medo de engordar, restrição alimentar, jejum, episódios de compulsão, exercícios excessivos, uso de laxantes ou vômitos; também aparecem cansaço, alterações menstruais, dor abdominal, pele seca, cabelos e unhas frágeis.

Para esclarecer o tema e alertar sobre sinais que merecem atenção, falamos com a endocrinologista Fernanda Magalhães, do MPHU. A especialista explica como os transtornos alimentares afetam o corpo, os riscos envolvidos e a importância de buscar ajuda especializada o quanto antes.

Transtornos alimentares são condições de saúde mental que alteram significativamente o comportamento alimentar, a preocupação com peso e a relação com a comida. Entre eles estão anorexia nervosa, bulimia nervosa e transtorno da compulsão alimentar, que interferem em diversos sistemas do corpo.

Impactos físicos

Na anorexia nervosa, observa-se perda de peso acentuada, desnutrição e risco aumentado de anemia, além de alterações cardíacas e osteoporose precoce. Na bulimia, o vômito frequente pode causar erosão dental, refluxo e desidratação, com alterações eletrolíticas que elevam o risco de arritmias. Já a compulsão alimentar pode levar a ganho de peso, obesidade, diabetes tipo 2 e hipertensão.

Efeitos no metabolismo e hormônios

O corpo se adapta à restrição alimentar por meio da redução da taxa metabólica. Em mulheres, podem ocorrer irregularidades menstruais e alterações nos hormônios como estrogênio, cortisol, leptina e grelina, influenciando saúde óssea, reprodutiva e metabólica.

Sinais de alerta

Mudanças de peso nem sempre aparecem primeiro. Comportamentos e alterações emocionais costumam sinalizar o problema. Preocupação excessiva com calorias, medo intenso de engordar, restrição alimentar, jejum prolongado e episódios de compulsão aparecem com frequência. Também podem surgir prática exagerada de exercícios, uso de laxantes ou vômitos provocados, além de cansaço, alterações menstruais, dor abdominal, pele seca, cabelos e unhas fragilizados, e desgaste dentário.

Quando buscar ajuda

O diagnóstico precoce facilita a recuperação. A busca por auxílio deve ocorrer assim que a preocupação com alimentação, peso ou imagem corporal começar a atrapalhar a rotina, relacionamentos ou a saúde física e emocional. O tratamento costuma envolver uma equipe multidisciplinar, com médicos, psicólogos e nutricionistas, entre outros profissionais especializados.

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