- O uso de dispositivos vestíveis para monitorar saúde ou atividade física cresceu nos EUA entre 2020 e 2024, atingindo 41% em 2024.
- Mesmo com o aumento, apenas 19,2% dos usuários compartilharam os dados com profissionais de saúde em 2024.
- O estudo, liderado pela pesquisadora Aline Pedroso da Escola de Medicina de Yale, analisou 17.395 participantes do Health Information National Trends Survey.
- As principais barreiras são a falta de integração com sistemas de saúde e a ausência de padronização dos apps, dificultando recebimento e interpretação dos dados.
- O uso diário de wearables caiu de 50,5% em 2020 para 41,0% em 2022, subindo para 45,6% em 2024.
O uso de dispositivos vestíveis, como smartwatches e pulseiras, tem aumentado nos EUA entre 2020 e 2024, mas o compartilhamento de dados de saúde com médicos permanece baixo. O estudo aponta que 19,2% dos usuários enviaram informações a profissionais em 2024.
A pesquisa, liderada pela cientista brasileira Aline Pedroso da Yale, analisou 17.395 participantes do Health Information National Trends Survey, financiado por institutos de saúde dos Estados Unidos desde 2003. O foco foi monitoramento de saúde por wearables.
Entre 2020 e 2024, a parcela de usuários que adotou dispositivos vestíveis para saúde ou atividade física subiu de 30,2% para 41%. Ainda assim, o compartilhamento de dados com especialistas subiu de 14,2% para 19,2%.
A disposição de enviar informações a profissionais também começou alta e caiu ao longo do tempo: 81,3% em 2020, 78,7% em 2022 e 73,4% em 2024. A maior barreira identificada é a integração com sistemas de saúde.
Desafios de integração
Consultórios e hospitais nem sempre têm estrutura para receber, organizar e interpretar o grande volume gerado pelos wearables. A ausência de padronização entre apps também dificulta o uso clínico dos dados.
A pesquisa aponta ainda que o uso diário dos devices oscila: 50,5% em 2020, 41,0% em 2022 e 45,6% em 2024. O resultado indica irregularidade na rotina de registrar informações ao longo do dia.
Para as fabricantes, o estudo sinaliza que wearables devem manter o foco em saúde, com mais funções embasadas em IA e processamento local, para ampliar a utilidade clínica e o engajamento dos usuários.
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