Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Prédio da USP pegou fogo meses antes de vazamento radioativo

Incêndio de março atingiu a sala de controle do reator IEA‑R1; em maio houve vazamento de tecnécio‑99, com fiscalização da ANSN

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Em 26 de março, incêndio atingiu a sala de controle do reator de pesquisa IEA-R1, no IPEN, dentro do campus da USP; a ANSN informou não haver risco radiológico, mas houve recomendação de limpeza especializada.
  • Em 29 de maio, foram detectados traços de tecnécio-99 durante a produção de insumos para radioterapia no Centro de Radiofármacia; a vestimenta de um técnico ficou contaminada e, posteriormente, o calçado de um segundo operador.
  • Exames de contagem de corpo inteiro mostraram que não houve contaminação interna nos trabalhadores.
  • O IPEN está sob fiscalização da ANSN e tem até 18 de junho para atender novas exigências regulatórias.
  • O instituto informou que ambos os incidentes foram registrados à ANSN e que há retrabalho, monitoramento de dose e ações de melhoria de processos em andamento.

O IPEN (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), ligado à USP, registrou dois incidentes técnicos em menos de três meses no campus de São Paulo. O primeiro ocorreu em março e envolveu o reator de pesquisa IEA-R1; o segundo, em maio, teve relação com material radioativo no Centro de Radiofarmácia.

No dia 26 de março, houve um incêndio localizado na sala de controle do reator IEA-R1. Chamas atingiram racks, cabos sob o piso e parte do teto. A ANSN informou que não houve riscos radiológicos, mas indicou necessidade de limpeza especializada pelos resíduos químicos da queima.

No dia 29 de maio, traços de tecnécio-99 foram detectados durante a produção de insumos para radioterapia. A contaminação atingiu a vestimenta de um técnico, depois o calçado de outro operador, por traço residual no piso. Exames de contagem de corpo inteiro não indicaram contaminação interna.

Desdobramentos e resposta regulatória

O IPEN informou que a contaminação ficou restrita às roupas externas e que não houve sequelas à saúde dos trabalhadores. A instituição está sob fiscalização da ANSN e tem até 18 de junho para atender novas exigências regulatórias.

A nota oficial detalha que os profissionais passaram por retreinamento, houve isolamento imediato das vestimentas e acionamento de medidas de segurança. O caso foi comunicado integralmente à ANSN por meio de relatório técnico.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais