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Embrapa apresenta técnica de carne cultivada

Embrapa avança com carne cultivada em laboratório, com protótipos de filé de frango e substitutos veganos, visando reduzir impactos ambientais da pecuária

Brasília (DF), 26/05/2026 - O laboratório de nanotecnologia da Embrapa produz em caráter experimental substitutos veganos de carne vermelha, salmão e lula por meio de uma impressora carregada de massa feita do extrato de sementes.
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  • Embrapa está produzindo carne em laboratório sem sacrificar animais, com protótipos de filé de peito de frango e pesquisas no LNANO e Cenargen para reduzir impactos ambientais.
  • A técnica usa multiplicação de células retiradas de animais vivos em meio líquido rico em oxigênio e nutrientes, em cultura in vitro.
  • O crescimento do tecido muscular depende de suportes de ancoragem (scaffolds) e microcarreadores esféricos, que ajudam a organizar o tecido e influenciam textura e propriedades tecnológicas.
  • Pesquisas também desenvolvem biomateriais vegetais como matriz para as células, incluindo malhas nanométricas, além de película comestível para invólucro de embutidos.
  • Protótipo de película comestível deve ficar pronto até 2027; a Anvisa já regulamenta carne cultivada desde 2023, com publicações científicas associando as pesquisas da Embrapa a avanços na área.

A Embrapa está desenvolvendo carne em laboratório sem sacrificar animais. O projeto busca reduzir impactos ambientais da produção animal, como desmatamento e emissão de metano, associando-se à linha de pesquisa em Suínos e Aves e no Cenargen. Protótipos de filé de peito de frango já foram produzidos, junto a outros testes.

A iniciativa reúne a Embrapa Suínos e Aves, com sede em Concórdia (SC), e o LNANO da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília. Além de carne cultivada, o laboratório trabalha com alimentos impressos à base vegetal, incluindo salmão, caviar e anéis de lula.

Biomateriais e proteínas vegetais

A pesquisa envolve multiplicação de células retiradas de animais vivos, cultivadas in vitro em meio nutritivo. Elementos de ancoragem, como scaffolds, ajudam a organizar o tecido muscular em três dimensões, influenciando textura e propriedades técnicas da carne cultivada.

Outro caminho é o uso de proteínas vegetais para criar biomateriais onde as células aderem e se multiplicam. As malhas formadas por fibras nanométricas funcionam como matriz extracelular, favorecendo o crescimento celular com insumos de origem vegetal.

Película comestível e prazo

Foi desenvolvida uma película comestível que funciona como tripa para embutidos feitos com carne cultivada. O protótipo deve ficar pronto em 2027 e servir como ativo tecnológico da Embrapa.

A equipe acredita que, após a conclusão, novos parceiros poderão atuar na aplicação industrial e comercialização dos materiais desenvolvidos. O LNANO coordena os experimentos de carne cultivada e outras iniciativas relacionadas.

Regulação e contexto internacional

A Anvisa publicou, em 2023, a RDC 839, marco regulatório para carne cultivada. Países como Singapura, EUA, Israel e Austrália também avançam na aprovação regulatória e comercialização. A experiência do LNANO já foi documentada em artigo científico na revista Foods.

A Embrapa ressalta que a pesquisa visa reduzir o uso de animais e ampliar fontes de insumos, com foco em segurança, qualidade e viabilidade tecnológica.

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