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Manguezais mostram recuperação após décadas de destruição humana

Estudo aponta recuperação de manguezais desde 2010, revertendo perdas e fortalecendo proteção costeira, com ganhos regionais desiguais

Árvores de mangue espalhadas pela água do mar rasa e clara, com conjuntos de árvores mais densos ao fundo
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  • Desde 2010, o crescimento dos manguezais pelo mundo tem superado as perdas anuais, impulsionado por proteção legal, maior conscientização e pela capacidade natural de regeneração.
  • A perda líquida desde os anos oitenta caiu para cerca de 849 quilômetros quadrados, em ritmo que aponta reversão da tendência de destruição.
  • Em várias regiões, os manguezais expandem-se naturalmente, incluindo margens de rios e litorais, beneficiados pela disponibilidade de nutrientes nos sedimentos.
  • Contudo, a África Central e Oriental aparecem como foco de destruição, e a poluição no delta do Níger é citada como exemplo de impactos severos.
  • Os ciclones tropicais continuam ameaçando manguezais, mas a pesquisa aponta caminho positivo, com aumento de dossel fechado em cerca de vinte por cento desde os anos oitenta.

Os manguezais, ecossistemas costeiros, protegem milhões de pessoas de tempestades, armazenam carbono e servem de abrigo para várias espécies. Pesquisadores identificaram uma recuperação inusitada desde 2010, mesmo após décadas de declínio causado pela atividade humana. O estudo reúne dados de diversas regiões.

Entre 1980 e 2010, mais de 12 mil quilômetros quadrados de manguezais foram destruídos na Ásia, África e nas Américas, em razão da expansão de áreas urbanas, da aquicultura e da mineração. A área devastada equivalia a duas vezes o tamanho do Distrito Federal.

A partir de 2010, o ritmo de perda diminuiu e a perda líquida total desde então caiu para cerca de 849 quilômetros quadrados. O principal impulso vem do aumento de proteções legais e da maior conscientização sobre a importância dos manguezais, segundo os pesquisadores.

Parte da recuperação ocorre de forma natural, quando atividades humanas degradantes são reduzidas. Em alguns locais, contudo, a expansão de manguezais acompanhou a destruição de áreas interiores, que liberaram nutrientes aos sedimentos.

No Brasil e em outros países, margens de rios e zonas costeiras passaram a receber mais nutrientes, o que favorece o crescimento de manguezais. Especialistas destacam que a restauração combinada com menos destruição funciona, mas há regiões com impactos contínuos.

Os autores ressaltam que, ainda assim, eventos climáticos extremos e poluição representam riscos. O delta do Níger, por exemplo, é citado como exemplo de impactos da poluição sobre os manguezais. A monitorização continua sendo essencial para novas perdas.

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