- Astrônomos do Observatório de Calar Alto, em Almería, contam uma história curiosa sobre paella na praia.
- O cozinheiro de arroz conhecido na região não obtinha o mesmo sabor quando preparava as paellas no observatório, que fica a 2.168 metros de altitude.
- A explicação é física: à medida que a altitude aumenta, a pressão atmosférica diminui, o que afeta o ponto de ebulição da água.
- Com menos pressão, a água ferve em temperatura mais baixa, o que altera o cozimento e o sabor da paella.
- Por isso, dizem os especialistas, cozinhar na praia — onde a pressão é mais estável próximo do nível do mar — pode resultar no prato melhor.
Se for para comer paella, melhor que seja na praia. A ideia vem de uma curiosa coincidência entre gastronomia e física, contada por astrônomos do Observatório de Calar Alto, na Espanha. Eles mostram que cozinhar na altitude pode alterar o sabor e a textura do prato.
A história envolve um cozinheiro local, reconhecido pela qualidade de seus arroz, que enfrentava uma frustração: a paella não saía tão boa no observatório quanto em sua vila. A explicação surgiu quando uma das astrônomas, Ana Guijarro, revelou que o local está a 2.168 metros acima do nível do mar.
Existe física por trás disso
Com a elevação, a pressão atmosférica cai, pois há menos ar sobre as cabeças. O ponto de ebulição da água depende dessa pressão. Ao aquecer a água, as moléculas vibram mais e tendem a escapar. Por isso, em altitudes maiores, a água ferve a temperaturas mais baixas, influenciando o cozimento de alimentos como a paella.
No entanto, o texto original interrompe-se antes de concluir a explicação completa. O que se sabe é que a diferença de pressão afeta o comportamento térmico dos ingredientes, o que pode justificar a melhor experiência de sabor ao cozinhar perto do mar, onde a pressão é maior.
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