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Histórias erradas impulsionam exploração ambiental, diz pesquisador indígena

Livro de Tyson Yunkaporta aponta que narrativas erradas alimentam exploração ambiental; corrigir histórias é caminho para proteger terras e comunidades

Eight Australian Indigenous ways of learning, based on Tyson Yungaporta’s 2009 research thesis. Image via Wikimedia Commons (CC0 1.0).
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  • O pesquisador indígena Tyson Yunkaporta lança o livro Right Story, Wrong Story: Adventures in Indigenous Thinking, defendendo que narrativas erradas orientam a exploração ambiental.
  • Segundo ele, “histórias ruins” são ilusões que justificam a exploração da natureza e o bem‑estar comunitário sem ligação com a terra.
  • Como exemplo, ele compara o mito de Tidalik, o sapo gigante, a firmas de Wall Street e bilionários que investem em água, aumentando a crise habitacional e dificultando recursos naturais.
  • A solução está na “Primeira Lei” — a relação entre terra e pessoas vem antes da relação entre pessoas; enxergá‑las como um todo leva a uma sociedade mais sustentável.
  • Yunkaporta ressalta a importância de adotar a “mente sagrada” e ver os indivíduos como parte de uma rede de relações com o mundo natural; ele adianta que o próximo livro Snake Talk detalhará narrativas básicas que podem unir culturas e curar o planeta.

A nova obra do pesquisador indígena Tyson Yunkaporta, da Austrália, analisa como narrativas humanas moldam a forma de governar e, principalmente, como exploram ou protegem o meio natural. O lançamento discute o papel das histórias na relação da humanidade com a Terra.

Yunkaporta é fellow sênior da Deakin University e integra o clã Apalech (Wik), com terras tradicionais no extremo norte de Queensland. A obra em foco é Right Story, Wrong Story: Adventures in Indigenous Thinking.

O livro sustenta que identificar e corrigir as histórias incorretas é essencial para interromper a exploração ambiental. Uma história errada funciona como uma espécie de maldição que vende ilusões para justificar danos ao ambiente e às comunidades.

A narrativa alternativa apresentada envolve a história de Tidalik, um sapo gigante que deteve a água do mundo. Yunkaporta compara esse mito à atuação de grandes firmas e bilionários que operam com futuros de água, atrapalhando o fluxo natural de recursos.

Segundo o autor, a mudança depende de adotar a Primeira Lei, que coloca a relação entre terra e pessoas como base da convivência. A relação entre pessoas depende do vínculo com a terra, explica em seus escritos.

Ao considerar a perspectiva indígena, indivíduos passam a enxergar-se como um conjunto de relações e obrigações com o mundo natural, e não como agentes isolados. Tal visão aponta caminhos para uma sociedade mais sustentável.

O pesquisador adianta que seu próximo livro, Snake Talk, detalhará narrativas fundamentais que podem servir de ponte entre culturas e indicar pontos de alavancagem para a cura do planeta.

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