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Influenciadoras defendem creatina na menopausa sem base científica

Influenciadoras promovem creatina na menopausa sem respaldo científico sólido; evidências em mulheres são fracas e pesquisas ainda focadas em homens

Influenciadores estão promovendo a creatina, antiga conhecida dos atletas e fisioculturistas, como uma forma de lidar com a perda muscular e o declínio da memória ligados à menopausa
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  • Influenciadoras promovem a creatina como apoio à saúde na menopausa, pese a falta de respaldo científico sólido específico para mulheres.
  • A creatina é segura na maioria das pessoas e pode aumentar moderadamente a massa muscular e o desempenho, especialmente com treino de resistência.
  • Evidências sobre efeitos na cognição e humor são limitadas, com resultados ainda inconclusivos e maioria dos estudos em homens.
  • Pesquisas em mulheres na menopausa são escassas, com amostras pequenas e viés de gênero, deixando dúvidas sobre eficácia real.
  • Recomenda-se não exceder cinco gramas por dia e buscar marcas certificadas; são necessários mais estudos com mulheres para confirmar benefícios.

A creatina, suplemento tradicionalmente popular entre atletas e fisiculturistas, ganhou espaço entre influenciadoras que defendem seu uso na menopausa. A discussão surge diante de relatos sobre perda de massa muscular na perimenopausa e promessas de melhoria na memória e no humor.

Especialistas ouvidos na matéria apontam que as evidências sobre efeitos da creatina em mulheres na meia-idade ainda são fracas. Os estudos disponíveis são mais numerosos em homens, e há poucas pesquisas focadas especificamente em mulheres durante a transição hormonal. A segurança é considerada alta na maioria dos casos, desde que haja orientação médica.

O que se sabe até agora indica que a creatina monoidratada pode aumentar de forma modesta a massa muscular e o desempenho físico em algumas pessoas. No entanto, os efeitos em mulheres na menopausa não são bem definidos, e a necessidade de treino de resistência para potencializar ganhos é ressaltada.

Quanto à cognição, as evidências são ainda limitadas e com amostras pequenas. Alguns estudos sugerem possível melhoria da memória, mas sem garantia de benefício generalizado. O impacto no humor também permanece incerto e de efeito pequeno.

A segurança é amplamente reconhecida, porém envolve cuidados: uso típico não tende a causar grandes efeitos colaterais, mas pode provocar desconforto estomacal ou retenção de líquidos. Pessoas com doença renal devem consultar um médico antes de iniciar.

A dosagem recomendada costuma ser de até cinco gramas diárias, para evitar sobrecarga muscular. Há risco de contaminação em suplementos não certificados, por isso vale buscar marcas com certificação independente. A decisão deve considerar custo, risco e necessidade individual.

Especialistas destacam que a popularidade nas redes sociais impulsionou o aumento do interesse, mas solicitam maior aprofundamento científico. Pesquisas robustas em grandes grupos femininos são necessárias para confirmar benefícios reais na menopausa.

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