- Paraná não recebeu 565.665 vacinas previstas para atender a população prioritária e enfrenta baixa adesão à campanha de gripe.
- O estado recebeu 4.249.780 doses e o público-alvo soma 4.815.445 pessoas.
- A cobertura entre idosos, gestantes e crianças de seis meses a menores de seis anos é de 44,44%, bem abaixo da meta de 90%.
- Até o momento, 2.036.416 doses foram aplicadas, com 981.957 idosos, 284.705 crianças e 55.297 gestantes vacinados.
- Não há autorização para ampliar a vacinação para toda a população; o inverno começa em 21 de junho e há preocupação com aumento de casos respiratórios.
Não houve envio de 565.665 vacinas previstas para atender a população prioritária no Paraná, a menos de dez dias do inverno. A informação envolve o atraso e a necessidade de ampliar a proteção contra a gripe no estado.
A cobertura entre idosos, gestantes e crianças de seis meses a menores de seis anos é de 44,44%. A meta do Ministério da Saúde é 90% para esse grupo, que também integra outros perfis considerados vulneráveis.
O Paraná recebeu 4.249.780 doses até a última quinta-feira (11). O público-alvo total soma 4.815.445 pessoas, incluindo trabalhadores da saúde, professores, forças de segurança, pessoas com comorbidades e demais grupos de risco.
Casos respiratórios podem crescer com baixa imunização
A baixa adesão à vacinação preocupa as autoridades, independentemente das doses recebidas. Apenas 2.036.416 das mais de 4,2 milhões de doses já foram aplicadas, segundo a Sesa.
Entre os vacinados, 981.957 são idosos com mais de 60 anos, 284.705 são crianças de seis meses a menores de seis anos e 55.297 são gestantes. A vacinação ainda não atingiu metade do público prioritário.
O secretário estadual da Saúde, César Neves, afirma que a média nacional está baixa e que o frio tende a aumentar as doenças respiratórias. Ele ressalta a necessidade de avançar a cobertura entre faixas etárias mais frágeis.
Maringá tem cenário semelhante
Em Maringá, o município aplicou cerca de 93,5 mil doses da vacina, com 42,5 mil idosos imunizados, equivalentes a pouco mais de 50% do grupo alvo. Em maio houve 94 casos de SRAG, com 23 em investigação.
A prefeitura de Maringá informou que o avanço das doenças respiratórias aumenta a demanda por leitos no SUS e na rede privada. Autoridades ressaltam que a orientação é manter o foco nos grupos prioritários.
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