- A partir de 2028, a síndrome dos ovários policísticos passa a se chamar Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina, para destacar impactos metabólicos além do aspecto ginecológico.
- A mudança foi proposta por um consenso internacional de especialistas e anunciada em um congresso de Endocrinologia em Praga, na Chéquia.
- Estima-se que cerca de 170 milhões de mulheres tenham a condição globalmente; ela costuma se manifestar na adolescência, já nos primeiros anos de menstruação.
- O novo nome enfatiza que a síndrome envolve alterações metabólicas e hormonais, como resistência à insulina, dislipidemia, obesidade e maior risco cardiovascular, independentemente do peso corporal.
- Os critérios de diagnóstico e o tratamento permanecem os mesmos; o objetivo é ampliar a conscientização e a abordagem clínica para incluir riscos metabólicos.
A síndrome dos ovários policísticos (SOP) passará a se chamar Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina a partir de 2028. A mudança foi proposta por um consenso internacional de especialistas e anunciada em um congresso de Endocrinologia em Praga, na República Tcheca. O objetivo é evidenciar que a condição vai além de aspectos ginecológicos.
Estima-se que cerca de 170 milhões de mulheres convivam com a condição globalmente. A manifestação costuma ocorrer na adolescência, já nas primeiras meneias, afetando mulheres em idade reprodutiva.
Entre os sinais estão ciclos menstruais irregulares, maior produção de testosterona, acne, oleosidade, pelos excessivos e queda de cabelo. A SOP também pode causar infertilidade devido à irregular ovulação.
Nova nomenclatura e impactos
A mudança não altera critérios diagnósticos nem opções de tratamento. O foco é ampliar a compreensão dos impactos metabólicos, como resistência à insulina, alterações no colesterol, obesidade e riscos cardiovasculares.
A especialista Ana Carolina Sá ressalta que o novo nome busca destacar que a doença envolve metabolismo, não apenas ovários. Assim, piora do perfil lipídico e alterações na sensibilidade à insulina passam a receber atenção correspondente.
Com isso, a intenção é estimular acompanhamento médico mais abrangente, incluindo diabetes, hipertensão e dislipidemias, além da regulação hormonal e dos sintomas ginecológicos. A mudança visa melhorar a detecção precoce de riscos.
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