- Leis estaduais contra PFAS em roupas e têxteis reduziram o uso dessas substâncias em produtos.
- Cerca de oitenta por cento de aproximadamente 115 itens avaliados estavam dentro dos limites das leis; alguns ainda excedem.
- Marcas como Columbia, Lululemon e Moab apresentaram níveis baixos de PFAS nos itens analisados.
- Em geral, leis mais rígidas mostram efeito rápido, com empresas migrando para alternativas sem PFAS sem precisar fechar operações.
- A maioria das irregularidades veio de itens como fraldas, móveis de exterior e produtos para animais; a Califórnia planeja mecanismo de fiscalização, e cerca de setenta por cento dos itens sugerem contaminação não intencional.
Dois a passos firmes em direção à eliminação dos PFAS em vestuário. Um estudo norte-americano mostrou que leis estaduais que proíbem PFAS em roupas reduziram significativamente a presença desses químicos nas peças. O resultado aponta avanço público de saúde pública.
O levantamento avaliou cerca de 115 produtos comprados em lojas on-line e físicas na Califórnia e em Nova York, estados que baniram a adição intencional de PFAS. Os itens vieram de empresas já associadas ao uso dessas substâncias.
Quase 80% dos itens testados apresentaram níveis dentro dos limites das leis, indicando conformidade. Entre os exemplos estão jaquetas, calças e calçados de marcas conhecidas, com baixos traços de PFAS.
O que mudou e quem está envolvido
Segundo a coautora do relatório, Anna Reade, cientista sêniora do Natural Resources Defense Council, as leis fortes estão fazendo diferença. Ela ressalta que marcas mudaram rapidamente sem precisar interromper negócios.
O estudo aponta que marcas como Levi’s, LL Bean, Patagonia e Old Navy reduziram ou eliminaram o uso intencional de PFAS até o fim de 2024, anterior à nossa entrada em vigor das regras em 2025. Gore-Tex desenvolveu alternativa sem PFAS para impermeabilização.
Desdobramentos e desafios
Embora os resultados sejam positivos, parte das peças ainda carrega traços de PFAS, muitas vezes por contaminação não intencional ao longo da cadeia de suprimentos. Em parte das peças, a origem exata da contaminação permanece difícil de rastrear.
Além disso, a maioria das violações ocorreu em itens como fraldas, móveis para áreas externas e produtos pets. A legislação estadual pode levar a ações legais por parte de promotores, com California estendendo mecanismos de aplicação em breve.
Contexto regulatório e mercado
O estudo ressalta que a pressão de mercado não é uniforme: atrasados precisam abandonar PFAS para manter acesso aos grandes mercados. Leva-se em conta que a maioria dos produtos ainda envolve PFAS em pequenas quantidades devido à cadeia de suprimentos.
A pesquisadora sinaliza que o mercado caminha para uma transição rápida, com empresas buscando alternativas para evitar custos de não conformidade. A análise cita que a presença residual pode vir de lubrificantes usados na indústria.
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