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Tratamento da insônia evolui, mas estilo de vida é fator determinante

Lemborexante reduz o tempo de adormecer e amplia sono em cerca de uma hora, mas eficácia depende de higiene do sono e hábitos diários

A insônia pode envolver fatores comportamentais, emocionais, psiquiátricos, neurológicos, respiratórios e até hormonais
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  • O lemborexante, vendido como Dayvigo, é um fármaco da classe antagonistas duplos do receptor de orexina (DORA) que atua nos receptores OX1 e OX2 para tratar insônia.
  • Em estudos, voluntários que receberam o medicamento tiveram mais de sessenta minutos adicionais de sono por noite.
  • A insônia impacta aproximadamente 852 milhões de pessoas no mundo, segundo pesquisa mencionada no texto.
  • Medicamentos tradicionalmente usados para insônia, como benzodiazepínicos, drogas Z e alguns antidepressivos/off-label, podem trazer dependência, sonolência residual e outros riscos a longo prazo.
  • Além da medicação, abordagens como a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I) e mudanças de higiene do sono (hábitos, ambiente, estilo de vida) são destacadas como estratégias importantes.

O tratamento para insônia evolui, mas o estilo de vida continua determinante. Voluntários que receberam lemborexante tiveram mais de 60 minutos de sono extras por noite, segundo estudos publicados até 2020. A doença afeta cerca de 852 milhões de pessoas globalmente.

O lemborexante, comercializado no Brasil como Dayvigo, pertence aos antagonistas duplos do receptor de orexina (DORA) e atua sobre os receptores OX1 e OX2. O objetivo é favorecer o adormecimento ao reduzir sinais de vigília no cérebro.

Esses mecanismos contrastam com benzodiazepínicos, drogas Z e alguns antidepressivos usados off-label, que atuam debilitando a atividade do GABA. O uso prolongado desses fármacos pode trazer tolerância, dependência e sono de má qualidade.

Estudo SUNRISE

No SUNRISE 1, o lemborexante reduziu o tempo para adormecer em comparação ao placebo e ao zolpidem, com ganho de sono superior a uma hora por noite. O SUNRISE 2 confirmou benefícios de eficácia e segurança ao longo de seis meses.

Mais de 30% dos participantes em tratamento apresentaram resposta rápida para iniciar o sono, contra 18% no grupo placebo. A manutenção do sono ficou entre 30% e 35% nos grupos ativos, frente a 20% no placebo.

Abordagens não farmacológicas

Segundo especialistas, até 30% dos pacientes respondem bem apenas com terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I). Recentemente, parte do tratamento online facilita o acompanhamento.

A estratégia integrada envolve higiene do sono, controle de estímulos, restrição de tempo na cama, redução de ruídos e luzes, além de evitar cafeína e tabaco. A prática regular de atividade física completa o manejo.

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