- Em 2025, a superfície de água na Amazônia ficou 2,6% acima da média histórica, devido a maiores precipitações.
- Rios, lagos e demais corpos hídricos da região se recuperaram após dois anos de seca severa, conforme relatório do MapBiomas.
- Apesar da melhora, pesquisadores dizem que a situação continua preocupante, com sinais de instabilidade no regime hídrico e eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes.
- O Pantanal encerrou 2025 com níveis de água 56% abaixo da média histórica, o pior resultado entre os biomas brasileiros.
- Em quatro décadas, o Brasil perdeu 2,6 milhões de hectares de superfície aquática; o El Niño, já em curso, pode intensificar a seca na Amazônia até o fim do ano.
Rio de Janeiro, AFP — Rios, lagos e demais corpos hídricos da Amazônia brasileira mostraram recuperação em 2025 após dois anos de seca severa, segundo o MapBiomas. A superfície coberta por água subiu 2,6% em relação à média histórica, impulsionada por maior volume de precipitações.
O levantamento destaca que, apesar da melhora, a situação permanece preocupante. Bruno Ferreira, pesquisador da equipe Amazônia do MapBiomas, ressalta que eventos climáticos extremos ganham frequência e o regime hídrico apresenta sinais de instabilidade.
Pantanal em pior situação
Ainda segundo o relatório, o Pantanal encerrou 2025 com água 56% abaixo da média histórica, o pior desempenho entre os biomas brasileiros. A queda acentuada contrasta com a recuperação observada na Amazônia.
Em todo o Brasil, a tendência é de redução da superfície aquática. Em quatro décadas de monitoramento, o país perdeu 2,6 milhões de hectares de áreas alagadas, equivalente à extensão da área do Haiti.
El Niño adiciona pressão
O documento aponta que a chegada do El Niño aumenta a pressão sobre a disponibilidade de água. O fenômeno, que já está em curso, pode manter impactos de seca em partes da Amazônia até o fim do ano, conforme previsão da Noaa.
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