- Duas estátuas de mármore do final do período romano, com cerca de 1.700 anos, foram encontradas dentro de um tonéis de vinho no norte de Israel.
- O achado ocorreu durante escavações para a expansão ferroviária perto de Binyamina.
- As peças, datadas por volta do século IV, retratam figuras proeminentes do mundo greco‑romano e uma delas traz a inscrição Lycurgo.
- As estátuas estavam deitadas de rosto para baixo dentro de uma tina de armazenamento de vinho vazia, aparentemente enterradas depois que o lagar perdeu uso.
- Pesquisadores sugerem que as peças podem ter pertencido a uma villa ou a um edifício público próximo a Caesareia, cidade a cerca de dez quilômetros.
Two estátuas de mármore, do final período romano, foram encontradas dentro de uma cuba de reserva de vinho durante escavações no norte de Israel. A descoberta ocorreu antes de obras de expansão ferroviária perto de Binyamina. As peças são datadas por volta do século IV e podem ter decorado um prédio público ou uma residência de elite relacionada a Caesareia.
As esculturas estavam deitadas de face para baixo dentro da cuba vazia, de época romano-bizantina. A Autoridade de Antiquidades de Israel (IAA) afirma que os objetos parecem ter sido enterrados após o fim da utilização da prensa de vinho. Um possível objetivo da ocultação é a proteção das peças.
A pesquisa aponta que as obras podem ter pertencido a uma villa rica ou a um edifício público. Dr. Peter Gendelman, especialista da IAA na história próxima a Caesareia, observa que, no mundo romano, esculturas desse tipo eram exibidas tanto em edifícios públicos quanto nas casas da elite.
Contexto histórico
Caesareia, a cerca de 10 km do local, foi durante séculos a capital romana da Judeia, Syria Palaestina e Palaestina Prima. Os pesquisadores sugerem que as estátuas podem ter vindo de Caesareia ou de uma propriedade suburbanamente ligada ao porto.
Os diretores da escavação, Eliran Oren e Avishag Reis, afirmam que há indícios de que o espaço não era apenas um complexo agrícola, dado que há vestígios de uma casa de banhos próximo. Oren destaca que as peças não teriam ficado em uma casa rural comum.
Oren e Reis classificaram a descoberta como única. Caso a inscrição associada à estátua com o nome Lycurgus se refira ao fundador de Esparta, o achado ganharia ainda mais relevância histórica, pois esse personagem viveu séculos antes da data da escultura.
Significado arqueológico
Os especialistas ressaltam que as esculturas parecem retratar pessoas reais, não figuras mitológicas genéricas. A preservação das obras tem atraído atenção especial da comunidade arqueológica, com a possibilidade de elucidar vínculos entre a produção artística, o patrimônio de Caesareia e o manejo de grandes propriedades rurais.
A descoberta contribui para o entendimento da cultura do vinho no mundo romano, associada tanto à vida social quanto a rituais religiosos e atividades agrícolas. Estudos anteriores já apontavam a presença de vinhedos em grandes propriedades, muitas vezes acompanhadas de esculturas e espaços de banhos para projetar sofisticação cultural.
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