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Exames essenciais para quem começa a praticar exercícios pela primeira vez

Avaliação pré-participação orienta iniciantes a treinar com segurança, mapeando riscos cardíacos ocultos e definindo exames conforme idade e fatores de risco

Atletas de primeira viagem: veja quais exames fazer antes de começar a praticar exercícios
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  • A Avaliação Pré-Participação Esportiva é recomendada pela SBMEE e SBC para quem vai iniciar atividades físicas ou esportivas.
  • Para iniciantes de 20 a 39 anos sem fatores de risco, são sugeridos eletrocardiograma em repouso, hemograma completo, glicemia de jejum, colesterol, triglicerídeos, função renal e urina tipo I.
  • Pessoas com mais de 40 anos ou com fatores de risco costumam incluir teste ergométrico, ecocardiograma e, conforme perfil, Holter 24 horas e exames hormonais.
  • A consulta clínica vem antes dos exames: história clínica e exame físico orientam quais exames são necessários e evitam lacunas ou custos desnecessários.
  • A Organização Mundial da Saúde recomenda começar com pouco e progredir gradualmente, garantindo adaptação de músculo, tendões e sistema cardiovascular.

A avaliação pré-participação esportiva é apresentada como ferramenta para quem vai iniciar exercícios. A recomendação vem de especialistas para reduzir riscos de arritmias e outras complicações associadas ao esforço físico sem acompanhamento médico.

Segundo estudo da Brain Inteligência e Estratégia, 42% dos brasileiros passaram a incluir atividades na rotina; entre jovens, 47% optam por academias. Mesmo com esse avanço, muitos começam sem avaliação médica, expondo-se a riscos durante o treino.

A avaliação, chamada APP, é orientada pela SBMEE em conjunto com a SBC. Ela define quais exames são necessários conforme idade e fatores de risco, antes do primeiro treino ou competição.

Para iniciantes de 20 a 39 anos sem fatores de risco, exames básicos incluem eletrocardiograma em repouso, hemograma, glicemia, perfil lipídico, função renal e urina. Pessoas acima de 40 anos ou com fatores de risco ganham testes adicionais.

A inclusão de teste ergométrico e ecocardiograma depende do perfil individual e da avaliação clínica. Em alguns casos, pode haver Holter de 24 horas ou exames hormonais conforme necessidade médica.

O médico responsável enfatiza que o protocolo varia: padrões de um adulto de 35 sem histórico familiar diferem de alguém com hipertensão ou sobrepeso. A história clínica e o exame físico precedem os exames laboratoriais.

A prática segura também depende de alimentação adequada, sono de qualidade e acompanhamento de profissional de educação física. A OMS recomenda iniciar com intensidade moderada, avançando gradualmente ao longo do tempo.

A ideia central é mapear condições silenciosas que podem se manifestar com o esforço. Exames como o eletrocardiograma em repouso ajudam a identificar alterações não perceptíveis no dia a dia.

A realização de testes de esforço é considerada essencial para maiores de 40 anos, conforme diretrizes da SBC. Eles avaliam como o coração responde à carga de exercício, incluindo frequência e pressão arterial.

Além disso, identificar glicemia e lipídios antes de iniciar a prática ajuda a ajustar a intensidade e a duração dos treinos, evitando surpresas metabólicas durante as primeiras semanas.

A progressão gradual evita lesões em tendões, ligamentos e cartilagens, que se adaptam mais lentamente que o músculo. O acompanhamento profissional facilita a montagem de um protocolo seguro.

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