- A esteatose hepática atinge cerca de 30% da população mundial, representando mais de 2 bilhões de pessoas; na América do Sul há as maiores taxas e, no Brasil, afeta de 20% a 30% dos cidadãos.
- Há aumento de casos entre jovens, associado a rotina inadequada e má alimentação.
- O corpo suporta pouca gordura no fígado (até 5% do volume); acima desse limite já há preocupação, e acima de 30% aumenta o risco de inflamação e complicações.
- O diagnóstico precoce usa ultrassom abdominal e exames de função hepática; o sobrepeso e a obesidade são fatores de alto risco, com incidência de 60% a 95% nesse grupo.
- Prevenção: alimentação balanceada (dieta mediterrânea, fibras, vegetais, proteínas magras, grãos integrais), prática regular de exercícios e redução do consumo de álcool.
A gordura no fígado, conhecida como esteatose hepática, já é considerada um problema de saúde pública global. Atinge cerca de 30% da população mundial, o que representa mais de 2 bilhões de pessoas. Na América do Sul, as taxas são as mais elevadas. No Brasil, a prevalência fica entre 20% e 30%.
O quadro tem ganhado atenção por surgir em faixas etárias mais jovens. Médicos observam aumento de diagnósticos em pacientes de menor idade, atribuível a hábitos alimentares inadequados e estilo de vida sedentário. A condição antes era mais comum entre idosos.
Ainda que o acúmulo de gordura no órgão seja tolerável até 5% do volume hepático, supera esse limite quando há infiltração lipídica maior. Quando supera 30%, o risco de inflamação e complicações aumenta, sobretudo com comorbidades.
O fígado desempenha funções vitais, como armazenamento de vitaminas, regulação da glicose e do colesterol, produção de bile e conversão de amônia em ureia. Sobrou em equilíbrio, o organismo funciona de forma estável.
#### Gordura no fígado: números e diagnóstico
A identificação precoce depende de exames regulares. Ultrassonografia abdominal e testes de função hepática ajudam a detectar alterações mesmo em estágios iniciais. Entre pessoas com sobrepeso e obesidade, a incidência pode chegar a 60% a 95%.
A população brasileira manifesta preocupação com a doença, mas apenas 7% possui diagnóstico formal. O acompanhamento médico é essencial para monitorar o avanço e evitar complicações, como inflamação do fígado.
Os estágios de evolução vão do grau 1 ao grau 3. O grau 1 é leve, o grau 2 é moderado e o grau 3 envolve acúmulo de lipídios de forma mais severa. A progressão pode ocorrer sem sintomas até fases avançadas.
#### Prevenção e hábitos saudáveis
A mudança de hábitos é o caminho mais eficaz para frear o avanço. A alimentação baseada na dieta mediterrânea prioriza fibras, vegetais, proteínas magras e grãos integrais. A prática regular de exercícios auxilia no controle de peso.
O consumo de álcool deve ser reduzido ou eliminado, pois pode colaborar para danificar o fígado. Manter peso saudável, monitorar a alimentação e realizar atividades físicas com periodicidade são medidas recomendadas.
Profissionais destacam a importância de diagnóstico precoce por meio de exames periódicos, especialmente para quem apresenta fatores de risco como sobrepeso e inatividade física. O acompanhamento médico orienta o manejo da condição.
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