Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Insider desenvolve biocouro a partir de borra de café

Biocouro feito de borra de café avança para patente, destacando economia circular e menor consumo de água, ainda sem lançamento comercial

INSIDER transforma borra de café em material alternativo ao couro e apresenta inovação para a moda sustentável
0:00
Carregando...
0:00
  • A Insider, marca brasileira, desenvolveu o biocouro a partir de borra de café para uso na moda.
  • O material está em processo de patenteamento e foi criado em três meses pelo time de pesquisa e desenvolvimento.
  • Cada metro quadrado do biocouro incorpora borra de café seca equivalente a cerca de 30% do consumo diário médio de café por pessoa no Brasil.
  • O biocouro tem pelo menos 75% de origem vegetal; em testes, metade do material se degradou em solo em 15 dias e cerca dois terços em 30 dias, enquanto couro animal e materiais à base de PU e PVC não apresentaram alterações.
  • A produção utiliza menos de dois litros de água por metro quadrado, frente mais de 100 litros para o curtimento do couro tradicional; a empresa ainda não planeja venda em larga escala e testa o material em uma jaqueta conceito.
  • Projetos de mercado indicam que o setor global de materiais alternativos ao couro de origem biológica pode movimentar US$ 805 milhões em 2025, com crescimento de cerca de 6,6% ao ano até 2030.

A Insider, marca brasileira, desenvolveu um biocouro produzido a partir da borra de café. O material está em processo de patenteamento e foi criado ao longo de três meses pelo time de pesquisa e desenvolvimento. A iniciativa visa transformar resíduo em matéria-prima para moda.

O biocouro incorpora, em cada metro quadrado, uma porção de borra de café seca equivalente a 30% do consumo diário médio de café no Brasil, segundo a Abic. A proposta está alinhada à economia circular, buscando reduzir desperdício.

A Insider informa que o novo material tem pelo menos 75% de origem vegetal. Em testes internos, metade do material se degradou em solo em 15 dias, e dois terços em 30 dias, enquanto couro e PU/PVC não apresentaram alterações nesse período.

O projeto também destaca menor uso de água: menos de dois litros por metro quadrado, frente mais de 100 litros para o curtimento do couro tradicional. O objetivo é combinar estética, performance e menor impacto ambiental.

A executiva Karen Prado, líder de P&D, enfatiza a busca por demostrar o potencial da inovação nacional em têxteis. Ela ressalta que tecnologia têxtil e estilo podem andar juntos sem recair em impactos ambientais.

Mercado em expansão

Segundo a Future Market Insights, o mercado global de materiais alternativos ao couro originados de fontes biológicas pode alcançar US$ 805 milhões em 2025, com crescimento anual de 6,6% até 2030, impulsionado pela demanda vegana.

Ainda não haverá venda em larga escala. A Insider apresentará a tecnologia em uma peça-conceito: uma jaqueta que demonstre as possibilidades de aplicação do biocouro.

Para a empresa, o projeto funciona como experimento de P&D voltado a soluções para moda sustentável. A iniciativa reforça a tendência de transformar resíduos agroindustriais em insumos novos na cadeia têxtil.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais