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Morcego que pesa igual a uma colher de chá de sal é redescoberto por um biólogo

Bióloga redescobre Hipposideros curtus e confirma a única colônia de abrigo ativa, impulsionando conservação no santuário de Afi

Iroro Tanshi holds up a short-tailed roundleaf bat at Odukpani, in Cross River state, Nigeria. For decades, the species was believed to exist only in forest caves in Cameroon and Equatorial Guinea, and scientists feared that it had died out.
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  • A rã bat short-tailed roundleaf (Hipposideros curtus) foi rediscovered em 2016 pela bióloga Iroro Tanshi no santuário de Afi, na Nigéria, reacendendo a preocupação com a espécie, que não era avistada na natureza desde os anos setenta.
  • A descoberta levou Tanshi e sua equipe a instalar armadilhas de arpão e redes de névoa, mapeando cavernas e redes de cavernas no santuário e no parque nacional Cross River, revelando uma população de 15 exemplares adicionais.
  • A colônia confirmada no santuário de Afi é a única população de morcegos roostando ativamente conhecida até hoje, depois que muitos abrigos foram destruídos por desmatamento e caça.
  • O reconhecimento impulsionou ações de conservação, como a criação da Small Mammal Conservation (Smacon) para morcegos e roedores, além da campanha Zero Wildfire para reduzir queimadas que afetam o habitat.
  • Em abril, Iroro Tanshi recebeu o Prêmio Goldman ambiental e passou a ser reconhecida pela National Geographic e pelo Whitley Award, valorizações que apoiam o trabalho de proteção ao morcego e à biodiversidade local.

O que mudou na caça às espécies raras? A redescoberta do morcego de folha arredondada de cauda curta, que se acreditava extinto, ocorreu no santuário de Afi, na Floresta Tropical de Cross River, no sudeste da Nigéria. A pesquisadora Iroro Tanshi, bióloga nigeriana, identificou pela primeira vez o animal em 2016 durante um estudo de doutorado.

O morcego, de tamanho diminuto, pesa aproximadamente o equivalente a uma colher de chá de sal. Possui olhos pequenos e nariz complexo, adaptado para a ecolocalização em plena escuridão. O animal é extremamente sensível a ruídos e à luz forte, o que levou Tanshi a trabalhar com iluminação vermelha durante o campo.

A descoberta reacendeu esperanças de que haja uma colônia viva. Em expedições com armadilhas de harpagem e redes de névoa, a equipe local localizou 15 exemplares adicionais e confirmou a presença da espécie na região da reserva. A população confirmada permanece a única parcela conhecida ativa.

Escassez de dados e métodos de caça contribuíram para o receio de extinção ao longo das décadas, com registros anteriores apenas em cavernas de Camarões e Guiné Equatorial. A proteção do habitat de Afi tornou-se prioridade após a redescoberta, segundo pesquisadores.

Conservação e reconhecimento

Além do trabalho de campo, Tanshi fundou a Smacon, voltada para morcegos, roedores e fauna pequena, para promover conservação. Em 2017, foi lançada a Zero Wildfire Campaign para combater queimadas que ameaçam o morcego e o ecossistema.

A atuação de Tanshi ganhou reconhecimento internacional. Em abril, recebeu o Goldman Environmental Prize, tornandose uma das poucas mulheres premiadas globalmente. Também foi nomeada exploradora da National Geographic e recebeu o prêmio Whitley.

Apesar da visibilidade da espécie, a pesquisadora destaca a necessidade de envolver comunidades locais. Em áreas próximas a Afi, parte da população ainda consome morcegos como alimento, reforçando a urgência de educação ambiental e fiscalização.

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