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Pangolins ameaçados perdem habitat no Paquistão

Habitat de pangolins em Khyber Pakhtunkhwa encolhe pela urbanização, estradas e enchentes, com queda de 25 a 40% na população nos últimos vinte e cinco anos

An Indian pangolin in India
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  • Em 2010 foram lançados planos de infraestrutura em Khyber Pakhtunkhwa, fragmentando o habitat de pangolins e levando a uma queda de 18% a 35% em suas populações nas últimas duas décadas.
  • A área norte do país tem visto usinagem de estradas, mineração e projetos energéticos, o que ampliou a perda de habitat para os pangolins.
  • Entre 2019 e 2022, 179 pangolins indianos foram mortos em quatro distritos de Khyber Pakhtunkhwa; cerca de um terço foi vítima de caça, e quase metade das mortes tem causa desconhecida.
  • Entre 2020 e 2024, autoridades apreenderam 217 quilos de escamas secas, 11 animais vivos e seis carcaças em 87 incidentes de tráfico de pangolins, com estimativa de 276 animais mortos no período.
  • Mapas de proteção foram criados: quatro zonas de proteção de pangolins em Pakistan, incluindo Mardan, Nizampur, Margalla Hills e Kallar Syedan, com ações de vigilância e educação comunitária para conservar a espécie.

Em colaboração entre pesquisadores paquistaneses e organizações de conservação, um estudo recente aponta que o habitat das pangolins no norte do Pakistan está encolhendo devido à expansão populacional e à urbanização. A pesquisa também evidencia pressão contínua de caça e tráfico, com impactos na população local.

A descoberta de 19 sacos com 45carcaças de pangolim indiano em um túnel ferroviário, em Chakwal, em 2012, chamou atenção para a captura de animais para a demanda no comércio ilegal. Poachers remuneram moradores locais para capturar os animais.

Pesquisadores destacam que a procura internacional alimenta a caça, com a China entre os principais destinos. A aplicação de leis mais rígidas desde 2011 tem reduzido, segundo especialistas, a mortalidade em algumas áreas, porém o tráfico continua relevante na região.

Shrinking habitat

Pangolins enfrentam perda de habitat na província de Khyber Pakhtunkhwa, região rural e montanhosa onde vivem as espécies. Planos de infraestrutura iniciados em 2010 fragmentaram áreas de abrigo, levando queda de 18% a 35% na população ao longo de duas décadas.

Estudos da Wildlife Department de KP, iniciados com registros históricos em 2021, mostraram que, em apenas seis dos 35 distritos, pangolins foram avistados em 67 áreas, enquanto várias zonas ficaram sem sinais da espécie.

Segundo ecologista Asim Haider, da WWF-Pakistão, a fragmentação de habitat favorece migrações da pangolim para áreas urbanas, elevando o risco de conflitos com moradores e de mortalidade.

Ameaças climáticas, como secas, ondas de calor e enchentes, também avançam sobre os territórios. Dados locais indicam que temperaturas extremas chegaram a 50°C em 2025, seguidas de inundações de monções que destruíram áreas de abrigo.

Displacement and deadly beliefs

Com o avanço da urbanização, pangolins passam a ocupar áreas novas, enfrentando deslocamentos durante inundações. Em alguns lugares, mitos e desinformação levando ao medo resultam em violência contra os animais, dificultando a proteção.

Pangolins são caçados para venda de carne, escamas e outros órgãos, usados em parte da medicina tradicional chinesa. Não há evidência científica de eficácia terapêutica desses produtos, mas a demanda mantém o tráfico ativo, segundo especialistas.

The international market

Relatos indicam que as pangolins são vendidas no mercado negro por cerca de 5 mil dólares cada. China é o principal destino, com demanda também em Vietnã e outros países da Southeast Asia. O comércio ilegal movimenta bilhões de dólares anualmente segundo estimativas da ONU.

Especialistas destacam que as escamas de pangolim são alvo principal, mas a caça envolve partes do corpo e carne. Em Pakistan, a pressão de mercados internacionais continua impulsionando as redes criminosas.

Trade in Pakistan

Entre 2019 e 2022, pesquisadores estimam 179 pangolins mortos em quatro distritos de KP, com parte não documentada. Entre 2020 e 2024, autoridades apreenderam 217 kg de escamas secas, 11 animais vivos e seis carcaças, em 87 incidents de tráfico.

Demonstrações apontam que a maioria dos caçadores é homem entre 21 e 33 anos. Enquanto o tráfico persiste, autoridades locais aumentam a vigilância nas zonas de proteção, criadas desde 2018.

Preserving Pakistan’s last pangolins

O caso de Chakwal intensificou a conscientização sobre o papel de Pakistan no comércio de pangolins. Em resposta, a KP Wildlife Department instituiu quatro zonas de proteção desde 2018, incluindo Mardan, Nizampur, Margalla Hills e Kallar Syedan.

Guarda florestal e programas de educação comunitária visam reduzir conflitos e desinformação. Pesquisadores defendem que campanhas de conscientização em comunidades locais são cruciais para a proteção da espécie.

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