- Programa de inteligência artificial desenvolvido em Minas Gerais analisa radiografias e identifica artrose em segundos.
- O projeto, da Universidade Federal de Minas Gerais, já é utilizado em um estudo com três mil pacientes e ainda precisa de mais testes.
- Dados do Ministério da Saúde apontam que a artrose afeta entre sete e dez por cento da população, chegando a até vinte e um milhões de pessoas no país.
- Com diagnóstico precoce, há maior chance de tratar a doença com eficácia e evitar cirurgias em estágios avançados.
- Segundo o pesquisador Julio Guerra Domingues, o exame fica no computador e há uma tabela para descrever alterações, gerando a verificação de positivo ou negativo para a doença.
Um programa de inteligência artificial desenvolvido em Minas Gerais pode antecipar o diagnóstico da artrose, doença degenerativa que afeta as articulações. A tool analisa radiografias e aponta sinais da doença em segundos. A iniciativa está em fase de estudo com dados de pacientes voluntários.
Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais conduzem a pesquisa, que utiliza uma “tabela” de critérios para descrever alterações observadas nas radiografias. O sistema informa se o joelho está positivo ou negativo para a artrose, com base na imagem analisada.
Os dados do Ministério da Saúde indicam que a artrose atinge entre 7% e 10% da população, podendo chegar a 21 milhões de pessoas no Brasil. Em estágios avançados, a cirurgia pode ser indicada como única opção de tratamento.
O programa já está em uso em um estudo com três mil pacientes conduzido pela UFMG. Apesar dos resultados promissores, ainda é necessário ampliar a quantidade de testes para confirmar a eficácia da ferramenta.
A expectativa é que, com diagnóstico mais precoce, haja maior incidência de tratamentos bem-sucedidos e redução de complicações. As próximas etapas incluem validação clínica em diferentes cenários e aprimoramento do algoritmo.
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