Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Antártida Ocidental perde gelo em ritmo alarmante

Mar de Bellingshausen perde quase todo o gelo de mar em junho, com cerca de 650 mil km² ausentes, o que pode intensificar o calor regional e acelerar o colapso de geleiras e a vida marinha

ANTARCTICA MARCH 7 A view of Shoesmith Glacier which is shrinking by 3 centimeters per day as Turkish scientists from...
0:00
Carregando...
0:00
  • A região Bellingshausen Sea, no lado oeste da penínsulaAntártica, estava quase sem gelo marinho em junho, quando normalmente há mais gelo.
  • A perda estimada é de cerca de 650 mil quilômetros quadrados de gelo marinho, área equivalente ao tamanho da França.
  • O pesquisador Will Hobbs afirmou que é preocupante e depressivo ver tão pouco gelo nessa área em pleno mês de junho; é a terceira vez em quatro anos com gelo muito baixo.
  • Cientistas associam a diminuição do gelo a mudanças no oceano, com possível contribuição do aquecimento global, o que pode afetar krill e a cadeia alimentar da região.
  • Dados do continente indicam temperaturas recordes locais neste mês, e a base argentina Esperanza registrou máximas de 15,4°C entre 5 e 6 de junho, contra médias de menos 6,2°C.

A região oeste da Península Antártica registra uma ausência de gelo Marinho sem precedentes para o mês de junho. Observações por satélite indicam que o Mar de Bellingshausen estava praticamente sem gelo, em meio a temperaturas acima do normal.

Especialistas destacam que, em média, essa área deveria estar coberta de ice há décadas, mas falta de formação de gelo no inverno austral elevou preocupações sobre impactos no ecossistema local e na dinâmica das geleiras vizinhas.

Impacto ambiental e mudanças no ecossistema

A ausência de gelo reduz a disponibilidade de krill, alimento chave na região, especialmente para pinguins-imperadores. Cientistas apontam que o comportamento de alimentação e os ciclos reprodutivos podem sofrer alterações.

O pesquisador do British Antarctic Survey reforça que a formação de gelo acontece mais tarde e o derretimento ocorre mais cedo, o que compromete reservas de alimento e o deslocamento de aves e mamíferos marinhos.

Para o clima regional, a falta de gelo pode facilitar o aquecimento de correntes e acelerar o degelo de plataformas flutuantes nas proximidades das geleiras Pine Island e Thwaites, elevando o risco de elevação do nível do mar no longo prazo.

Contexto climático e observações recentes

Dados da agência meteorológica australiana indicam aquecimento excepcional na região, com episódios de crise térmica entre o início e o meio de junho. O período registrou temperaturas máximas muito acima da média histórica para o continente.

Especialistas apontam que as mudanças oceanográficas locais podem estar conectadas ao aquecimento global, embora ainda haja investigação sobre a relação direta com a perda de gelo na região.

A base Esperanza, no extremo nordeste da Península, também observou eventos de temperatura extrema, com máximas relevantes para o mês, diante de médias muito negativas. Esses registros destacam a vulnerabilidade da estação antártica a ondas de calor.

Dr. Will Hobbs destaca que o fenômeno é inquietante para a temporada de inverno e ressalta a incerteza sobre a continuidade de formation de gelo na área, além de apontar que o quadro atual é o terceiro episódio recente de baixa cobertura de gelo em quatro anos.

Dr. Phil Reid, do Bureau of Meteorology da Austrália, observa uma exposição costeira intensa na região, o que pode afetar o equilíbrio entre o gelo marinho e as plataformas de gelo flutuantes, aumentando a probabilidade de retração de gelo em torno das zonas de fracionamento.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais