- A apneia do sono aumenta o risco de acidente vascular cerebral devido a pausas na respiração que reduzem a oxigenação do sangue.
- O sono fragmentado eleva a pressão arterial e a frequência cardíaca, além de causar inflamação nos vasos sanguíneos.
- A queda de oxigênio durante a noite danifica o endotélio e favorece a formação de coágulos, aumentando a probabilidade de AVC.
- Arritmias, como fibrilação atrial, podem surgir com a apneia e são fatores adicionais de risco para AVC.
- O diagnóstico costuma exigir polissonografia; o tratamento com CPAP reduz o risco quando aliado a medidas como controle de peso, mudança de posição ao dormir e redução de álcool.
A apneia do sono pode ampliar o risco de acidente vascular cerebral (AVC), segundo especialistas. Distúrbio interrompe a respiração durante o sono, prejudicando a oxigenação e o descanso. A relação com o AVC ocorre por alterações no sistema vascular e cardíaco.
Durante a noite, o cérebro reorganiza informações e regula hormônios; quando o sono é fragmentado, esse equilíbrio se rompe. Na apneia, despertares breves mantêm o corpo em estado de alerta, elevando a pressão arterial e o esforço cardíaco.
A forma mais comum é a obstrutiva, que ocorre quando a musculatura da língua e da garganta relaxa demais. A passagem de ar se reduz, há queda de oxigênio e o sono fica superficial, dificultando a restauração do organismo.
Segundo especialistas, cada pausa respiratória favorece a formação de coágulos e inflamação nos vasos. O endotélio vascular sofre, aumentando o risco de obstruções que podem levar ao AVC, especialmente em homens.
O diagnóstico costuma partir de avaliação clínica e do exame de polissonografia, que monitora respiração, sono e sinais cardíacos durante a noite. O teste ajuda a definir a gravidade e o tratamento adequado.
Tratamentos eficazes existem; o CPAP, que mantém as vias aéreas abertas com pressão positiva, é o mais utilizado. Combinações como controle de peso, ajuste da posição ao dormir e redução de álcool também ajudam.
Sinais que devem acionar avaliação médica incluem ronco alto, pausas respiratórias perceptíveis, sonolência diurna, acordar cansado e dor de cabeça pela manhã. A detecção precoce reduz o risco de complicações.
A prevenção envolve adesão ao tratamento, higiene do sono e acompanhamento médico regular. Dormir bem é fundamental para a saúde do cerebro e do sistema cardiovascular, reduzindo o risco de AVC.
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