- O Sahel, região entre o Saara e as savanas, enfrenta desertificação acentuada, o que pode levar à migração de comunidades locais.
- A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação e o Desenvolvimento (UNCCD) alerta que o Sahel é uma das áreas mais vulneráveis da África à desertificação.
- Em 2021, uma equipe soltou 500 tartarugas-africanas-de-esporão na fronteira sul do Saara para agir naturalmente.
- Quatro anos depois, imagens de satélite mostraram que áreas antes de areia apresentaram manchas verdes de vegetação, indicativo de recuperação.
- As tartarugas escavam o solo, rompendo a crosta e abrindo passagem para a água, o que favorece a germinação de plantas e a recuperação do solo.
O Sahel, faixa entre o Saara e as savanas africanas, segue com altas taxas de desertificação. Em resposta, pesquisadores testaram uma estratégia inovadora: soltar 500 tartarugas-africanas-de-esporão na região sul do Saara. A iniciativa ocorreu em 2021, como tentativa de alterar a estrutura do solo.
Cinco anos após a soltura, imagens de satélite indicam surgimento de manchas verdes onde antes havia apenas areia. A equipe de estudo aponta que o aumento da vegetação decorre da atividade das tartarugas, que modificam o meio ambiente local.
As tartarugas africanas-de-esporão escavam o solo, abrindo tocas longas de até 15 metros. Esse comportamento rompe a crosta, facilita a passagem de água e cria condições para a germinação de plantas, contribuindo para a recuperação de áreas degradadas.
A iniciativa envolve pesquisadores de campo e equipes de monitoramento ambiental, com apoio de instituições ligadas à conservação e ao estudo da desertificação. Dados são coletados por meio de observação direta e de imagens de satélite.
A estratégia, ainda experimental, emerge como uma abordagem complementar às ações tradicionais de combate à desertificação, como reflorestamento. O objetivo é reduzir a vulnerabilidade do Sahel a longo prazo, incluindo impactos na migração causada pela degradação do solo.
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