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Estudo com células CAR-T será ampliado para lúpus e miastenia gravis

Parceria entre USP, Butantan, Hemocentro de Ribeirão Preto e Fapesp viabiliza ensaios de CAR‑T para lúpus e miastenia gravis, com avaliação da Anvisa

A cerimônia de assinatura do acordo foi realizada no dia 17 de junho, no Centro Administrativo do Instituto Butantan - Foto: Marcos Santos/USP Imagens
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  • USP, Instituto Butantan, Hemocentro de Ribeirão Preto e Fapesp assinam acordo para desenvolver terapias avançadas contra doenças autoimunes.
  • A parceria prevê ensaios clínicos com terapias CAR-T para lúpus eritematoso sistêmico e miastenia gravis generalizada, sujeitos à aprovação da Anvisa.
  • O objetivo é ampliar o acesso no Brasil, incluindo possíveis uso pelo SUS, e fortalecer a soberania em insumos biotecnológicos.
  • As instituições destacam a importância de um ecossistema público de inovação para avançar a ciência e beneficiar a população.
  • O evento contou com a presença de dirigentes das instituições e também houve assinatura com a IASO Bio para outra terapia contra câncer hematológico.

Na quarta-feira, 17 de junho, a USP, o Hemocentro de Ribeirão Preto, o Instituto Butantan e a Fapesp firmaram um acordo de cooperação para desenvolver terapias avançadas contra doenças autoimunes, incluindo CAR-T para lupus e miastenia gravis.

Segundo o reitor da USP, o avanço da pesquisa amplia o know-how nacional e fortalece a soberania em insumos de saúde, com benefícios potenciais para o SUS e para a vida da população.

O diretor do Butantan destacou que a terapia celular tem revolucionado o tratamento de doenças crônicas, apontando o objetivo de tornar essa tecnologia acessível no Brasil, por meio de parcerias públicas e soluções de saúde pública.

A parceria prevê ensaios clínicos com a terapia CAR-T para LES e MGg, seguindo as etapas regulatórias e buscando aprovação da Anvisa para sua aplicação clínica no país.

Parcerias para terapias avançadas

Rodrigo Calado, da Hemocentro de Ribeirão Preto, ressaltou que o ecossistema público formado por USP, Fapesp, Butantan e hemocentro público pode impulsionar outras iniciativas de inovação voltadas ao atendimento à população.

Marco Antonio Zago, presidente da Fapesp, afirmou que o acordo reforça a capacidade brasileira de desenvolver ciência e tecnologia aplicadas, reduzindo dependência de tecnologias externas.

O evento contou com a presença de executivos e pesquisadores de instituições associadas, além de anunciar a assinatura de acordo com a IASO Bio para uma nova terapia contra câncer hematológico.

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