- Painel realizado em Vitória, no ESX Innovation Experience, entre 11 e 13 de junho, discutiu IA, competitividade e soberania digital com especialistas de tecnologia, pesquisa e comunicação.
- Participaram Vinicius Kfuri, Pedro Emboava, Keslley Lima e João Galdino, que destacaram desafios de infraestrutura, armazenamento de dados, formação de talentos e adoção de IA nas empresas.
- Keslley Lima destacou a soberania digital como uma tríade entre indústria, academia e governo, enfatizando a necessidade de cooperação para reduzir dependências tecnológicas externas.
- Ele citou atuação da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) em transferência de grandes volumes de dados e compartilhamento de infraestrutura computacional para pesquisa, com exemplos como projetos entre Petrobras e universidades.
- O painel apontou crescimento da demanda por dados e afirmou que a IA transforma negócios; a Oracle reforçou que infraestrutura de IA é frente de crescimento, e o Grupo Record mostrou uso prático de IA em edição de vídeo, títulos, descrições, legendas e distribuição de conteúdo, hoje com cerca de mil vídeos por dia.
A IA impulsiona a competitividade e reforça o debate sobre soberania digital no Brasil. O tema foi discutido no ESX Innovation Experience, realizado em Vitória, Espírito Santo, entre 11 e 13 de junho. O painel reuniu especialistas de tecnologia, pesquisa e comunicação para analisar impactos da IA nos negócios, infraestrutura e qualificação profissional.
Participantes do debate foram Vinicius Kfuri, do Instituto Latino-Americano de Inteligência Artificial; Pedro Emboava, Territory Manager da Oracle; Keslley Lima, da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP); e João Galdino, da Portal R7. A conversa destacou desafios de infraestrutura, armazenamento de dados, talento e adoção da IA pelas empresas.
O tema central foi a soberania digital. Keslley Lima apontou a necessidade de cooperação entre governo, academia e iniciativa privada para reduzir dependências tecnológicas externas e estimular soluções nacionais. Para ele, a tríade indústria-academia-governo é essencial para a competitividade.
Ele explicou iniciativas da RNP voltadas à transferência de grandes volumes de dados e ao compartilhamento de infraestrutura para pesquisa. Citou projetos da Petrobras com universidades que exigem processamento de imagens e dados em larga escala, com redes de alto desempenho reduzindo prazos de análise.
A demanda por dados foi apontada como um dos maiores gargalos da era da IA. Lima destacou o crescimento do volume de dados trafegados e armazenados nos últimos cinco anos, ressaltando que a infraestrutura não pode frear o desenvolvimento econômico e científico.
Representando a Oracle, Emboava ressaltou que a IA está promovendo uma transformação similar à popularização dos smartphones. Ele comentou a evolução do cloud computing e disse que o segmento de IA é uma das principais frentes de crescimento da empresa, com adoção obrigatória por organizações de todos os portes.
No setor de comunicação, Galdino apresentou exemplos de uso da IA na área de produção do Grupo Record, incluindo automação de edição de vídeo, criação de títulos, descrições, legendas e distribuição de conteúdo. A Record atualmente publica cerca de mil vídeos diários com apoio de IA.
Ao final, os participantes defenderam a necessidade de programas de capacitação profissional e de mudanças culturais dentro das organizações. A percepção é de que a IA deixou de ser tendência e passou a fator decisivo de competitividade.
Soberania digital e ações públicas
- Adoção de IA depende de ações coordenadas entre governo, academia e setor privado.
- Investimentos em infraestrutura de dados e redes de alta performance são vistos como prioritários.
- Capacitação e reskilling aparecem como componentes-chave para aproveitamento estratégico da IA.
Fontes: Painel realizado no ESX Innovation Experience, Vitória-ES, 11 a 13 de junho. A cobertura é do TecMundo.
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