- Estudo apresentado no ENDO 2026 avaliou adultos com diabetes tipo 2, em dados retrospectives de prontuários de 161 milhões de pacientes nos Estados Unidos, entre 2016 e 2023.
- No grupo que usou semaglutida, foram 26.324 pacientes; no grupo de comparação, 33.555 pacientes com dulaglutida, fentermina/topiramato ou bupropiona/naltrexona.
- Ao final, registraram-se 794 fraturas entre usuários de semaglutida, versus 1.045 no grupo controle, sugerindo queda de 15% no risco de fraturas.
- O estudo aponta associação, não prova relação de causa e efeito, e possui limitações por ser retrospectivo e por comparar medicamentos com mecanismos distintos.
- Na prática, continua essencial seguir indicação médica, considerar risco de osteoporose, alimentação, suplementação e exercícios de força e equilíbrio para a saúde óssea.
A pesquisa apresentada no ENDO 2026 traz novas informações sobre o uso de canetas à base de semaglutida, popularmente associadas à perda de peso rápida. Em pacientes com diabetes tipo 2, o medicamento mostrou redução do IMC e, de forma associada, queda de até 15% no risco de fraturas em comparação a outras opções para controle de peso.
O estudo utilizou dados retrospectivos de prontuários de uma base com 161 milhões de pacientes atendidos em hospitais nos Estados Unidos, entre janeiro de 2016 e dezembro de 2023. Incluiu adultos com diabetes tipo 2, sem fraturas anteriores e sem tratamento para osteoporose.
No grupo estudado, 26.324 usaram semaglutida, enquanto 33.555 foram tratados com dulaglutida, fentermina/topiramato ou bupropiona/naltrexona. Ao final, houve 794 fraturas entre usuários de semaglutida e 1.045 no grupo de comparação.
Os autores destacam que o resultado mostra associação, não prova causalidade. Limitações incluem o caráter retrospectivo e a presença de fatores não medidos que podem ter influenciado os desfechos.
Outra ressalva é a diversidade de tratamentos na comparação. Dulaglutida e combinações com mecanismos distintos podem impactar os resultados. Estudos prospectivos são necessários para confirmar proteção óssea.
Ainda assim, a pesquisa é relevante para pacientes com diabetes tipo 2 que buscam controlar glicemia e peso, sem abrir mão da saúde óssea. O diabetes já eleva o risco de problemas nos ossos, o que torna o tema especialmente pertinente.
Na prática
Para quem utiliza ou considera usar semaglutida, a orientação permanece: não usar sem indicação médica. Decisão envolve dose, idade, risco de osteoporose, histórico de quedas, alimentação e suplementação de cálcio, vitamina D e proteínas.
Exercícios de força e equilíbrio continuam essenciais para a proteção óssea. Medicação pode ajudar no controle metabólico, mas não substitui hábitos saudáveis. A abordagem deve considerar o conjunto de fatores que afetam o osso.
O estudo não encerra o debate, apenas amplia o tom da conversa. Pesquisadores sugerem que a semaglutida pode ter um papel mais favorável na saúde óssea do que se imaginava, com necessidade de confirmação futura.
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