- Implante cerebral intracortical (neuroprótese) decodifica atividade neural em texto em tempo real, devolvendo a fala a Casey Harrell, 48 anos, com ELA avançada.
- O estudo, publicado na Nature Medicine, aponta a pesquisa realizada pela UC Davis Health, da Universidade da Califórnia, Davis.
- O sistema decodificou 183.060 frases, totalizando quase dois milhões de palavras, a uma taxa de 56 palavras por minuto.
- Casey passou a usar o dispositivo de forma independente, tanto em casa quanto no trabalho, e a tecnologia ajudou a manter conexões com familiares e amigos.
- A neuroprótese utiliza 256 microeletrodos no córtex motor da fala e pode operar por até 19 horas seguidas.
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) avança de forma progressiva, paralisando funções motoras como fala, locomoção e até respiração. Aos 48 anos, Casey Harrell vivia com a forma avançada da doença, enfrentando a perda de fala e movimento.
Um salto tecnológico mudou o cenário: um implante cerebral, uma interface cérebro-computador intracortical, funciona como tradutor ao decodificar a atividade neural e converter em texto em tempo real. O sistema oferece uma voz digital estável para Casey.
A inovação foi apresentada em um estudo publicado na Nature Medicine, que descreve o uso de uma neuroprótese implantada no córtex motor da fala, com 256 microeletas. A UC Davis Health e a Universidade da Califórnia em Davis lideraram o desenvolvimento.
Avanço técnico e vida cotidiana
A equipe relata que o sistema decodificou 183.060 frases, totalizando quase 2 milhões de palavras, operando a uma taxa média de 56 palavras por minuto. Para Harrell, a nova voz permitiu manter atividades profissionais e conferir segurança ao seguro saúde da família.
O estudo ressalta uso independente da BCI pelo paciente, com boa precisão e confiabilidade em contextos pessoais e profissionais. Os pesquisadores destacam que a tecnologia pode oferecer suporte estável no dia a dia de pacientes com ELA.
Sobre a ELA e o futuro da intervenção
A ELA permanece sem cura, provocando paralisia de funções motoras essenciais. Os 256 microeletrodos implantados no caso de Harrell ilustram como intervenções na área do fala no córtex motor podem ampliar autonomia e qualidade de vida.
O equipamento foi desenvolvido para ser intuitivo e operado por cuidadores treinados, permitindo uso de até 19 horas contínuas. A pesquisa enfatiza que a neuroprótese representa uma ponte para a comunicação humana e dignidade em casos de doença avançada.
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