- Comunidades do nordeste da Índia lideram ações para proteger o gato-leopardo-marrom (Pardofelis marmorata), uma das pequenas felinos mais estudadas de forma limitada.
- Projetos com armadilhas fotográficas indicam presença do gato em áreas além de territórios protegidos nos estados de Arunachal Pradesh, Nagaland e Meghalaya.
- Em outubro de 2025, a Lokpeng Welfare Society declarou a floresta comunitária de Lokpeng como a primeira área no país conservada pela comunidade para gatos-marrom, com proibição de caça.
- Em Nagaland, moradores de Hebamlo aprovaram resolução que proíbe a caça de gatos-marrom e de outros felinos pequenos, além de estabelecer acampamentos anti-caça.
- Embora haja lei nacional que proíbe caçar felinos silvestres, a caça de subsistência ainda ocorre em alguns estados, e há iniciativas para turismo de ecossistema com a participação de moradores para alternativas à caça.
O que aconteceu: comunidades locais no nordeste da Índia estão liderando a conservação do gato-marrom, uma das espécies de felinos silvestres mais pouco estudadas da Ásia. A iniciativa envolve educação ambiental, vigilância e ações de proteção direta ao habitat. A abordagem é baseada em ações comunitárias para envolver habitantes próximos às florestas.
Quem está envolvido: organizações de conservação como o Eastern Himalayas Marbled Cat Project (EHMCP) e grupos locais, como a Lokpeng Welfare Society, em Arunachal Pradesh, além de moradores rurais e jovens da região. Pesquisadores utilizam câmeras armadiladas para mapear a presença da espécie.
Quando e onde: ações começaram a ganhar impulso a partir de 2025, com atividades em Arunachal Pradesh, Nagaland e Meghalaya. Em Lokpeng, Arunachal Pradesh, a comunidade declarou uma área florestal como conservada para o gato-marrom em outubro de 2025. Em Nagaland, aldeões criaram zonas de anti-caça e acampamentos de proteção.
Por que aconteceu: dados mostram que grande parte do habitat do gato-marrom fica fora de áreas protegidas. Pesquisadores destacam a necessidade de sensibilizar comunidades vizinhas, que têm contato frequente com a espécie, para ampliar a efetividade da conservação.
Ações de conservação e sensibilização
Conservacionistas ressaltam o papel de campanhas educativas nas vilas próximas aos habitats. O objetivo é aumentar a visibilidade da espécie e engajar moradores na proteção, reduzindo a caça e o abate ilegal.
Iniciativas locais e alternativas de renda
Alguns moradores planejam roteiros de ecoturismo de baixo impacto, com hospedagens em vilarejos para atrair entusiastas da vida selvagem. Há também propostas para envolver caçadores em atividades de conservação como alternativa de renda.
Como segue o trabalho técnico
Estudos com câmeras de armadilha confirmaram a presença do gato-marrom em áreas além de zonas protegidas. Ao consolidar dados locais, especialistas esperam ampliar estratégias de preservação com participação comunitária.
Entre na conversa da comunidade