- Em Shenzhen, a IO-AI Tech usa luva de rastreamento de movimentos para controlar 10 mãos robóticas diferentes, somando 50 dígitos robóticos, como demonstração da tecnologia.
- O objetivo é que robôs realizem tarefas como reabastecer prateleiras e pegar itens, além de gerar dados de treinamento para eventual operação autônoma.
- Um sistema similar foi testado por uma rede chinesa de lojas de conveniência, com usuários vestindo fones de realidade virtual e gravadores corporais para manipular caixas de medicamentos.
- Em uma sala ampla, trabalhadores com headsets controlam diversas plataformas Unitree, com robôs refletindo os movimentos em ambientes simulados, como abrir camisetas de camisas e dobrá-las.
- A empresa diz que a teleoperação de movimentos pode fornecer dados úteis para algoritmos de IA, com adoção gradual e foco em aplicações específicas, em parceria com fabricantes locais como a Jack Sewing Machines.
A IO-AI Tech, startup de Shenzhen, está desenvolvendo tecnologia que permite controlar mãos e corpos robóticos por teleoperação humana. Em demonstração recente, trabalhadores usam luvas de capturas de movimento para comandar até 50 dígitos robóticos de várias marcas. O objetivo é mostrar aplicações em fábricas e lojas.
Em um laboratório da empresa, o repórter controlou 10 mãos robóticas de diferentes fabricantes. O sistema transfere, em tempo real, os movimentos dos dedos para os atuadores, além de permitir percepção tátil através de sensores. A experiência integra controle e feedback sensorial.
Outra demonstração ocorreu em uma loja-piloto de conveniência chinesa. Com headset de realidade virtual e pinças, foi possível pegar caixas de medicamentos de uma prateleira. A prática exigiu ajuste inicial, mas após treino, as ações pareciam coordenadas com as ações visíveis no visor.
A IO-AI Tech apresenta uma variedade de sistemas para unidades de Unitree e outros fornecedores. Em salas amplas, operadores com óculos VR movem-se ao lado de robôs que replicam a trajetória em ambientes simulados, como um apartamento; o ecossistema reúne diferentes formatos de robôs.
Para os fundadores, Shenzhen oferece um ecossistema favorável. Um dos cofundadores, Si Chin, destacou a proximidade com fabricantes locais dispostos a automatizar tarefas. Empresas como Jack Sewing Machines já trabalham com robótica para otimizar linhas de produção.
A empresa busca treinar modelos que combinem controle humano com algum nível de autonomia. A ideia é usar dados de teleoperação para aperfeiçoar operações específicas, mantendo a segurança e a estabilidade dos robôs em diferentes formatos corporais.
Especialistas indicam que grandes quantidades de dados de teleoperação podem viabilizar modelos mais generalistas no futuro. A companhia aponta que a abordagem incremental facilita a integração da IA na automação, especialmente em setores industriais chineses.
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