- Jovem de 22 anos em Curitiba, Ana Beatriz Stubinski, tem lesão medular e fraturas na coluna; recebeu liberação da Anvisa para aplicação da polilaminina.
- A notícia foi confirmada pelos familiares nas redes sociais; hospital do Trabalhador já realizou a primeira aplicação em Curitiba e mantém logística para a medicação chegar até ela.
- A Anvisa explicou que pedidos nesse esquema costumam seguir via uso compassivo, com o laboratório patrocinador (Cristália) decidindo pela doação, após avaliação médica e histórico clínico.
- Critérios da Anvisa para uso sem registro incluem gravidade da doença, ausência de alternativa terapêutica, comorbidades e relação risco-benefício.
- A polilaminina, desenvolvida pela UFRJ, é uma das principais promessas na neuroregeneração, though há debates na comunidade científica sobre comprovação de resultados.
A Anvisa liberou a aplicação da polilaminina para uma jovem de 22 anos com lesão medular e fraturas na coluna ocorrida em Curitiba, no Paraná. A decisão ocorreu após pedido de uso compassivo apresentado pela família, com apoio de médicos do Hospital do Trabalhador.
Ana Beatriz Stubinski está internada no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, sem sentir os membros inferiores e sem movimento nas pernas. A família informou que a primeira aplicação já foi realizada pelo mesmo hospital e que a logística para o fornecimento do medicamento está em andamento.
Segundo a mãe, Vanessa Stubinski, houve confirmação de aprovação e providências para envio do biociente. O companheiro da jovem, Eduardo, também confirmou nas redes sociais a liberação para o tratamento. Equipes médicas acompanham o caso como prioridade.
A Anvisa explicou que o uso compassivo deve ocorrer via laboratório patrocinador, no caso Cristália, com avaliação médica e histórico clínico que comprovem ausência de alternativas terapêuticas eficazes. A decisão envolve avaliação de risco-benefício pelo médico responsável.
A polilaminina, desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é considerada promissora na neuroregeneração. No entanto, a comunidade científica debate a robustez de evidências sobre resultados clínicos em humanos, mantendo o tema sob observação.
A agência esclarece critérios como gravidade da doença, ausência de tratamento adequado no país, presença de comorbidades e avaliação de risco-benefício para pacientes sem opção terapêutica. O processo não é direto à Anvisa, mas ao laboratório parceiro para doação experimental.
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