- Estudo publicado no Journal of the American Geriatrics Society avaliou 58 pessoas com 60 anos ou mais com depressão unipolar moderada, todas já em tratamento convencional.
- Os participantes foram divididos em dois grupos: um recebeu probióticos diariamente por 12 semanas e o outro, placebo; após a intervenção, houve acompanhamento por mais 12 semanas.
- Os resultados mostraram que os que tomaram probióticos tiveram uma redução um pouco maior dos sintomas de depressão e ansiedade em comparação ao grupo placebo.
- Mesmo assim, ambos os grupos apresentaram melhoria ao longo do estudo, e não houve diferenças significativas na qualidade de vida entre eles.
- Por ser um estudo piloto com número reduzido de participantes, os autores destacam cautela e planejam um ensaio clínico maior para confirmar a eficácia da estratégia como complemento ao tratamento.
O estudo, publicado em 17/6 no Journal of the American Geriatrics Society, avaliou se probióticos podem reduzir sintomas de depressão e ansiedade em idosos que já recebem tratamento convencional. A pesquisa buscou esclarecer o papel de microrganismos na saúde mental de pessoas acima de 60 anos.
Ao todo, 58 participantes com depressão unipolar moderada foram recrutados. Eles foram separados em dois grupos: um recebeu probióticos diariamente por 12 semanas, enquanto o outro recebeu placebo. Em seguida, todos foram acompanhados por mais 12 semanas.
Os resultados mostraram que os idosos que receberam probióticos apresentaram queda um pouco maior nos sintomas de depressão e ansiedade em comparação ao grupo placebo. Ainda assim, a melhora foi modesta.
Apesar da melhora observada em ambos os grupos, não houve diferença significativa na qualidade de vida entre os participantes que tomaram probióticos e os que receberam placebo. Os autores ressaltam que se trata de um estudo piloto com amostra pequena.
Avanços e próximos passos
Os pesquisadores destacam cautela na interpretação. O estudo aponta potencial da estratégia como complemento ao tratamento, mas é necessário realizar estudos maiores para confirmar eficácia e segurança antes da adoção clínica mais ampla.
Saibal Das, pesquisador do Indian Council of Medical Research, afirmou que o resultado é novo e que já há planos para um ensaio maior, visando confirmar os achados e orientar futuras recomendações.
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