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Risco de novas pandemias cresce, alerta órgão ligado à OMS

Relatório do GPMB alerta que surtos aumentam frequência e impacto global, elevando risco de novas pandemias; Brasil carece de legislação nacional permanente para resposta

Enfermaria de Campanha em Manaus, cidade que teve um dos maiores colapsos no sistema de saúde durante a pandemia - Fotos: Caio de Biasi/MS
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  • O Global Preparedness Monitoring Board, ligado à OMS, publicou em 2026 um relatório que aponta aumento na frequência e na gravidade de surtos infecciosos, elevando o risco de novas pandemias.
  • O documento ressalta que a urgência de preparação é maior em um mundo cada vez mais conectado, com mais mobilidade de pessoas e mercadorias.
  • Fatores de risco citados incluem degradação ambiental, urbanização e expansão das cidades sobre áreas naturais, que aumentam o contato entre humanos e animais silvestres.
  • Entre os surtos mais preocupantes recentes estão ebola e hantavírus, transmitidos por animais como morcegos e roedores, respectivamente, com vírus apresentando maior capacidade de mutação.
  • No Brasil, apesar de estruturas como o Programa Nacional de Imunizações e o SUS, não há uma legislação nacional permanente para resposta a pandemias; lei temporária criada na covid perdeu vigência.

O Global Preparedness Monitoring Board (GPMB), órgão ligado à OMS, lançou em 2026 um relatório sobre pandemias. O documento aponta aumento na frequência e no impacto de surtos infecciosos no mundo, elevando o risco de novas pandemias.

A circulação global de pessoas e mercadorias amplia a mobilidade dos riscos de transmissão. Especialistas ouvidos pelo portal destacam que a conectividade favorece a disseminação de doenças, inclusive de origem animal para humanos.

Para o pesquisador Fernando Aith, a degradação ambiental e a expansão urbana aumentam o contato entre humanos e animais silvestres, facilitando o aparecimento de doenças infecciosas. A mutação viral também é destacada como fator de preocupação.

Fatores que aumentam o risco

Entre os surtos recentes, aparecem Ebola e hantavírus, transmitidos por animais silvestres como morcegos e roedores. A capacidade de mutação dos vírus eleva a probabilidade de infecção humana.

Virus com facilidade de transmissão e alta letalidade também aparecem como fatores de risco, segundo Aith. As mudanças genéticas podem ampliar o alcance entre espécies.

Atrasos em respostas rápidas, vigilância insuficiente e falta de legislação adequada agravam os problemas durante emergências sanitárias. Aith aponta falhas estruturais no Brasil.

Preparação e prevenção são fundamentais

O Brasil possui o PNI e o SUS, que ajudam a identificar doenças e focos de transmissão. Ainda assim, há desafios a enfrentar para ampliar a eficácia da resposta.

Um ponto crítico destacado pelo pesquisador é a ausência de uma legislação nacional permanente para pandemias. A criação de regras estáveis é vista como essencial para evitar lacunas de resposta.

A pandemia da Covid-19 serviu como aprendizado, mas, segundo ele, o país avançou pouco na adoção de medidas estruturais para futuras emergências. O objetivo é fortalecer a capacidade de atuação frente a crises.

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