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Tive um coágulo no sangue: diagnóstico com IA pode ter salvado minha vida

Inteligência artificial alerta para trombose em tempo crítico, levando a diagnóstico de quatro coágulos e encaminhamento rápido a atendimento de emergência

‘This is not an argument for replacing doctors with machines. The emergency room doctors did the indispensable work.’ Photograph: Jeff Moore/PA
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  • O autor sentiu cãibra na panturrilha esquerda por cinco dias, com dor e inchaço, e buscou atendimento.
  • Uma ferramenta de IA que ele criou, baseada em seus dados médicos, apontou trombose venosa profunda e indicou o ultrassom.
  • O ultrassom revelou quatro coágulos na perna esquerda, levando à avaliação de urgência.
  • A trombose pode evoluir para embolia pulmonar, estágio que exige diagnóstico rápido para evitar morte.
  • O texto defende o uso conjunto de médicos e IA com supervisão, destacando necessidade de regulação e segurança.

Um diagnóstico com IA ajudou a identificar uma trombose venosa profunda (DVT) que poderia ter sido fatal, segundo relato de um paciente que distribuiu o uso de uma ferramenta de IA para analisar seus dados de saúde. Ele buscou atendimento de emergência após o alerta da IA indicar a necessidade de ultrassom.

Durante cinco dias, o paciente sentiu uma dor persistente na panturrilha esquerda, com inchaço e sensibilidade. Inicialmente tratou como problema muscular com um quiroprata, mas a dor piorou. A IA, treinada com seus prontuários e exames, apontou a possibilidade de DVT e indicou o ultrassom.

Ao tentar marcar com o médico de família, perceberam que nem atendimento de urgência nem clínica poderiam realizar o ultrassom de imediato, o que atrasaria o diagnóstico. O paciente então seguiu a orientação da IA e foi ao pronto-socorro, onde o ultrassom revelou quatro coágulos na perna esquerda.

A partir do diagnóstico, o paciente soube que a DVT pode evoluir para embolia pulmonar, situação potencialmente fatal. Médicos de emergência avaliaram a necessidade de internação, realizaram exames adicionais e, se seguro, liberaram o paciente com anticoagulantes. A IA não curou, apenas ajudou a questionar cedo.

Estudos recentes ajudam a entender o papel da IA na prática médica. Uma pesquisa publicada em Science avaliou um modelo de linguagem em tarefas de raciocínio clínico, incluindo casos reais de pronto atendimento, sugerindo que o sistema pode ampliar a lista de diagnósticos possíveis.

Entretanto, especialistas alertam sobre riscos. Um estudo da The Guardian indicou que parte das pessoas busca orientação médica via IA em vez de consultar um clínico. Regulação, supervisão clínica e transparência são apontadas como essenciais para evitar diagnósticos equivocados.

A narrativa reforça a ideia de que IA pode apoiar, não substituir, médicos. Profissionais de saúde destacam a importância de avaliação humana, interpretação de imagens e tomadas de decisão. O objetivo é tornar o processo diagnóstico mais rápido e seguro, com responsabilidade.

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