- Pesquisadores da Universidade do Sul da Flórida identificaram uma bactéria produzida por uma ascídia, organismo marinho da Antártida, que contém um composto tóxico capaz de matar células de melanoma sem agir sobre tecidos saudáveis.
- A descoberta ganhou impulso após uma expedição de seis semanas à Antártida, com foco em entender onde a bactéria ocorre, como se distribui e como se relaciona com a ascídia hospedeira.
- O trabalho, liderado pelo professor Bill Baker, aponta a importância da seletividade do composto para o desenvolvimento de tratamentos contra câncer.
- Ainda não há medicamento disponível; o estudo busca entender a produção do composto, sua estrutura molecular e seus efeitos com mais precisão.
- A pesquisa pode abrir novas possibilidades para o tratamento do câncer, além de valorizar o potencial biológico único da Antártida.
Uma bactéria encontrada há cerca de 20 anos em ascídias da Antártida pode indicar um caminho promissor no combate ao melanoma, tipo agressivo de câncer de pele. A descoberta surgiu pela equipe da Universidade do Sul da Flórida, durante uma expedição de seis semanas ao continente.
A pesquisa identificou que a ascídia hospedeira abriga uma bactéria que produz um composto tóxico capaz de eliminar células cancerígenas de melanoma, sem afetar células normais. Mesmo assim, a substância ainda precisa passar por estudos para confirmar eficácia e segurança.
A expedição, realizada este ano em áreas costeiras da Península Antártica, buscava mapear a presença, distribuição e relação da bactéria com a ascídia. Os cientistas pretendem entender como o composto é produzido na natureza.
Descoberta e próximos passos
As amostras coletadas foram preservadas para análises futuras em genética, química e biologia. Pesquisadores buscam compreender a estrutura molecular do composto e o mecanismo de sua ação sobre as células tumorais.
O objetivo é avaliar, em etapas subsequentes, a viabilidade de reproduzir a substância em condições controladas e em escala adequada para aplicações médicas. O trabalho também destaca o valor ambiental da biodiversidade antártica.
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