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Cão fantasma: população da espécie misteriosa é maior, diz estudo

Estudo aponta densidade de 15 cães-fantasma por 100 km² na Amazônia, sugerindo população maior e preferência por florestas de terra firme

Estudo revelou uma densidade populacional de 15 indivíduos por 100 km²
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  • Estudo na revista Neotropical Biology and Conservation aponta densidade de 15 indivíduos por 100 km² para o cão fantasma Atelocynus microtis, sobretudo na Bolívia e no Peru.
  • Foram coletadas mais de 4.600 fotos, correspondentes a 594 aparições independentes, via armadilhas fotográficas na mata.
  • As imagens ajudam a confirmar que a espécie não é tão rara quanto se pensava.
  • O cão-fantasma é considerado especialista em florestas de terra firme e de altitude, longe de rios, o que dificulta avistamentos.
  • Registros mostram atividade principalmente pela manhã, sugerindo comportamento diurno e forte aversão ao contato com humanos.

Um estudo publicado na revista Neotropical Biology and Conservation traz dados inéditos sobre o Atelocynus microtis, o cão fantasma. A pesquisa foca na região da Floresta Amazônica, com destaque para Bolívia e Peru, onde a espécie é estudada há décadas.

Pesquisadores da Bolívia coletaram mais de 4.600 fotos, resultando em 594 aparições independentes do canídeo. Os registros foram obtidos por armadilhas fotográficas distribuídas pela mata.

A densidade populacional estimada é de 15 indivíduos por 100 km². A análise indica que a espécie pode ser mais comum do que se pensava, mesmo com o manejo de áreas naturais.

Perfil da espécie e habitat

As imagens mostram traços marcantes do cão: pelagem densa e escura, cabeça grande, orelhas pequenas, pernas curtas, rabo longo e patas palmadas. A membrana entre os dedos também é evidente.

Os registros ocorrem principalmente pela manhã, sugerindo atividade diurna. O estudo aponta que o animal evita contatos humanos e prefere áreas protegidas, com predileção por florestas de terra firme.

Significado dos achados

Especialistas ressaltam que o cão-de-orelhas-curtas é um especialista em florestas. A ocupação em florestas de altitude, longe de rios, contribui para a visibilidade reduzida da espécie.

Segundo Robert Wallace, um dos autores, os dados sugerem maior distribuição nacional do que antes considerado. Ele destaca que há mais localidades confirmadas para a espécie.

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