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Casos de SRAG voltam a crescer, diz Fiocruz

Fiocruz aponta recuo das SRAG em alguns grupos, mas alta persiste entre jovens, adultos e idosos; vacinação e cuidados seguem essenciais

Incidência é maior em crianças pequenas, mas idosos registram a maior mortalidade pela SRAG - (crédito: jcomp/Freepik)
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  • SRAG voltou a crescer no país entre 7 e 13 de junho, com internações impulsionadas por influenza A e B; o VSR continua sendo o principal agente em crianças pequenas.
  • Quatorze estados apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento nas últimas seis semanas; entre as capitais, houve avanço em onze cidades, incluindo Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Campo Grande e Florianópolis.
  • A vacinação é destacada como a principal ferramenta para reduzir internações e mortes, com ênfase em crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes; gestantes, a partir da 28ª semana, devem receber a vacina contra o VSR para proteger os bebês.
  • Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, o VSR respondeu por cinquenta e um vírgula quatro por cento dos casos positivos de SRAG; influenza A concentrou quarenta e três vírgula sete por cento das mortes confirmadas em exames.
  • A incidência é maior em crianças; a mortalidade é mais expressiva entre pessoas com 65 anos ou mais, reforçando a necessidade de ampliar a cobertura vacinal e manter medidas de prevenção para reduzir a transmissão.

O número de casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave SRAG voltou a crescer em junho, segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz divulgado nesta quinta-feira. A alta ficou evidente entre jovens, adultos e idosos, impulsionada principalmente pelo aumento de internações provocadas pelos vírus influenza A e B. O VSR continua sendo a principal causa de hospitalizações em crianças pequenas. Os dados correspondem à Semana Epidemiológica 23, levantados entre 7 e 13 de junho.

Entre as faixas etárias, a tendência de alta persiste, mesmo com sinais de desaceleração entre crianças de até quatro anos. Em cinco a 14 anos, a atividade grave tem apresentado queda. Em várias regiões, o quadro preocupa pela continuidade do incremento em diversas unidades da Federação. Doze estados registram incidência em níveis de alerta ou alto risco.

Ao todo, 14 estados mostram tendência de aumento nos últimos seis meses, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Entre as capitais, 11 registraram avanço da atividade da doença, com destaque para Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Campo Grande e Florianópolis.

Importância da vacinação

A pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, aponta a vacinação como principal ferramenta para reduzir internações e mortes. A imunização contra influenza protege contra os subtipos A e B, com prioridade para crianças, idosos e pessoas com comorbidades. Gestantes devem seguir orientação de vacinar a partir da 28ª semana para proteger o bebê.

Ela também reforça a necessidade de manter a vacinação contra o VSR para gestantes, além de orientar idosos e imunocomprometidos a manter doses de reforço em dia e adotar medidas preventivas, como uso de máscara em locais fechados e isolamento em caso de sintomas.

Nas últimas quatro semanas, o VSR respondeu por 51,4% dos casos positivos de SRAG, seguido pelo rinovírus (23,9%), influenza A (19,1%), influenza B (7,1%) e SARS-CoV-2 (2,2%). Em 2026, foram registrados 89.725 casos de SRAG, com 44.485 confirmações laboratoriais e 3.842 mortes associadas a vírus respiratório.

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