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Cérebro pode continuar evoluindo até os 90 anos, aponta estudo

Estudo indica que o cérebro mantém neuroplasticidade e evolui até os 90 anos, com ganhos de saúde cerebral mesmo acima de oitenta

Neuroplasticidade pode durar toda a vida. (Foto: Squidstd via Canva)
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  • Estudo publicado em 2026 na Scientific Reports aponta que a saúde cerebral pode evoluir por muito tempo, até além dos 90 anos.
  • A pesquisa acompanhou 3.966 adultos entre 19 e 94 anos por três anos, com treinamentos cerebrais diários de poucos minutos.
  • Foi criado o Índice de Saúde Cerebral para monitorar clareza mental, equilíbrio emocional, conexão social, sono e raciocínio complexo.
  • Participantes com mais de 80 anos apresentaram ganhos mensuráveis, sugerindo que a neuroplasticidade permanece ativa na idade avançada.
  • Quem começou com pior saúde cerebral teve as maiores melhorias, indicando que engajamento nas atividades foi mais determinante do que idade, sexo ou escolaridade.

Durante décadas, cogitaram que o cérebro declinaria com a idade. Nova pesquisa questiona essa visão, sugerindo que a saúde cerebral pode evoluir mesmo após os 90 anos. O estudo foi publicado em 2026 na Scientific Reports e é liderado por Lori G. Cook.

A pesquisa acompanhou 3.966 adultos entre 19 e 94 anos, ao longo de três anos. Os participantes realizaram exercícios simples de treino cerebral, com apenas alguns minutos por dia. A avaliação usou o Índice de Saúde Cerebral, que mede várias funções mentais.

O estudo analisou clareza mental, equilíbrio emocional, vida social, sono e raciocínio. Os resultados mostraram melhorias em praticamente todas as faixas etárias, inclusive entre os idosos.

Ganhos entre os mais velhos

Entre os participantes com mais de 80 anos, houve ganhos mensuráveis em indicadores de saúde cerebral. A neuroplasticidade é citada como o mecanismo que permite a criação de novas conexões e a reorganização de circuitos neurais.

Impacto da participação

Foi observado que quem começou com menores índices de saúde cerebral apresentou as maiores melhorias. Mesmo assim, houve evolução em todos os grupos, reforçando que hábitos consistentes podem favorecer o cérebro em qualquer idade.

Fatores que mais importam

Analisando idade, sexo e escolaridade, os pesquisadores concluíram que nenhum desses fatores foi o principal determinante. O engajamento dos participantes nas atividades propostas foi o elemento mais associado ao progresso.

Significado para o futuro da saúde cognitiva

Os autores defendem que a saúde cerebral pode ser cultivada ao longo da vida, não apenas preservada. Pequenas ações repetidas diariamente podem manter funções cognitivas importantes e ampliar o entendimento sobre envelhecimento saudável.

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