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Dona do Ozempic é alvo de extorsão e vazamento de dados por grupo cibercriminoso

Grupo cibercriminoso vazou mais de 1 TB de dados da Novo Nordisk após extorsão de US$ 25 milhões; amostras começaram a ser divulgadas desde 15 de junho

Dona do Ozempic sofre extorsão e vazamento de dados por grupo cibercriminoso
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  • Um grupo cibercriminoso chamado FulcrumSec reivindicou ataque à Novo Nordisk, responsável pelo Ozempic e Wegovy, com mais de 1 TB de dados supostamente vazados.
  • O ataque ocorreu em março, mas a Novo Nordisk só foi informada em 1º de junho; como o resgate não foi pago, os hackers começaram a vazar amostras em 15 de junho.
  • Os criminosos teriam exigido US$ 25 milhões (cerca de R$ 130 milhões) para devolver os dados.
  • Entre os materiais supostamente obtidos estão um modelo de inteligência artificial de 16,7 GB, mais de 400 MB de dados bioquímicos e o código-fonte de uma ferramenta interna de simulação da IA.
  • A empresa confirmou vazamento de dados clínicos de pacientes, incluindo sexo, data de nascimento, biomarcadores e informações de saúde, o que representa dados sensíveis.

O grupo cibercriminoso FulcrumSec reivindicou um ataque à Novo Nordisk, fabricante de Ozempic e Wegovy, com mais de 1 TB de dados vazados. O incidente ocorreu em março, mas ganhou repercussão nos últimos dias. A empresa foi contatada pelo grupo em 1º de junho e, na segunda-feira passada (15), houve início da divulgação de amostras.

A Novo Nordisk confirmou acesso não autorizado a sistemas internos e a dados pessoais de pacientes. O ataque segue a linha do data-theft extortion, em que criminosos roubam informações e cobram resgate, sem necessariamente interromper operações. O valor inicial da cobrança foi de US$ 25 milhões (aproximadamente R$ 130 milhões).

O material vazado inclui documentos sigilosos como conteúdos de IA, modelos de machine learning em 16,7 GB, e 400 MB de dados bioquímicos vinculados a pesquisas. Também está entre os arquivos o código-fonte de ferramenta interna de simulação dessa IA. A divulgação pode facilitar a reprodução de pesquisas por terceiros.

O que foi vazado

A Novo Nordisk informou que houve vazamento de dados clínicos de pacientes, incluindo informações sensíveis de saúde. Dados como gênero, data de nascimento e biomarcadores estão entre os itens expostos. O montante exato de dados afetados não foi detalhado pela empresa.

Segundo o site Ransomnews, o grupo FulcrumSec teria obtido acesso a conteúdos de IA e arquivos de aprendizado de máquina utilizados pela empresa. O potencial uso indevido envolve venda a compradores privados, com impacto significativo para a pesquisa farmacêutica.

Implicações e próximos passos

Especialistas em segurança apontam que o vazamento de dados sensíveis pode exigir notificação a autoridades e medidas de proteção a pacientes. A Novo Nordisk não informou detalhes sobre a resposta para mitigar danos ou sobre ações legais.

A investigação sobre a origem do ataque e a extensão do comprometimento permanece em andamento. A empresa afirmou que reforça controles de TI e coopera com autoridades para apurar o caso.

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